Ciência e Tecnologia

Foto: Reprodução/Rede Amazônica
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

É o segundo episódio em menos de um mês; Bombeiros apontam superlotação e resíduos deixados por banhistas como fatores que atraem os peixes

O balneário do Miriti, em Manacapuru, voltou a registrar ataques de piranhas neste domingo (24). Segundo o Corpo de Bombeiros, seis pessoas ficaram feridas enquanto tomavam banho. É o segundo episódio em menos de um mês: no dia 27 de outubro, sete banhistas também foram mordidos no mesmo ponto do rio.

Único balneário público do município, o Miriti costuma receber grande fluxo de visitantes aos domingos e feriados. Uma placa de alerta chegou a ser instalada no local devido ao risco durante o período de seca dos rios, mas foi retirada por populares ou levada pelo vento.

Três vítimas — jovens de 17, 25 e 29 anos — precisaram de atendimento dos Bombeiros. Outras três preferiram tratar os ferimentos por conta própria.

Por que os ataques estão acontecendo?

O comandante dos Bombeiros em Manacapuru, Emerson Silva, afirma que o comportamento natural das piranhas e a ação humana têm contribuído para as ocorrências:

“Com o movimento da água, elas vêm para perto dos banhistas. A gente ainda encontra resíduo de alimentação deixado pelos próprios banhistas. Orientamos para saírem da água, só que muitos não saem. Ficamos de prontidão para atender quando ocorre a ocorrência”, disse.

A corporação mantém equipes de plantão aos domingos, com lancha e jet ski, para atender emergências no local.

O biólogo Edimberg Oliveira explica que este período coincide com a reprodução das piranhas, o que aumenta a probabilidade de ataques defensivos:

“As piranhas estão se reproduzindo e a mordida é uma advertência para o banhista sair da água. Se fosse realmente alimentação, com muitas piranhas, os casos seriam bem mais graves”, afirmou.

Risco continua

Autoridades reforçam que moradores e visitantes evitem a área sinalizada e sigam as orientações de segurança. A recomendação é não entrar no rio, principalmente em horários de maior movimento, e evitar qualquer prática que altere o ecossistema, como descartar alimentos na água.

O Corpo de Bombeiros seguirá monitorando o balneário enquanto o risco de novos ataques permanecer.

Você também pode gostar

Editorias