Projeto segue para sanção do prefeito; oposição critica distribuição de recursos entre as secretarias
A Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovou, nesta quarta-feira (3), o orçamento da Prefeitura para 2026, estimado em R$ 12,03 bilhões. A proposta agora segue para sanção do prefeito David Almeida (Avante).
A votação contou com a presença de 35 vereadores. Outros cinco parlamentares não compareceram e não apresentaram justificativa. O valor aprovado representa crescimento de 14,6% em relação ao orçamento deste ano, calculado em R$ 10,5 bilhões. Desde 2021, a receita municipal apresenta tendência de alta, exceto em 2024, quando houve recuo de 4,2%.
Segundo a Secretaria Municipal de Finanças e Tecnologia da Informação (Semef), três áreas concentram os maiores investimentos:
- Educação — R$ 3,2 bilhões (26,8%)
- Saúde — R$ 1,89 bilhão (15,8%)
- Urbanismo — R$ 2,08 bilhões (17,3%), envolvendo mobilidade, pavimentação e saneamento
O líder do governo na Câmara, vereador Eduardo Alfaia (Avante), afirmou que o orçamento contempla todas as áreas essenciais da administração municipal.
“Há destinação específica para assistência social, educação, saúde, infraestrutura, mobilidade urbana e saneamento. A Prefeitura também mantém margem de remanejamento para situações emergenciais”, disse o parlamentar.
Críticas da oposição
Durante o debate, vereadores da oposição questionaram a prioridade dada a algumas pastas, apontando desigualdade na distribuição de recursos.
“É uma distribuição irregular. A Secretaria de Comunicação vai receber muito mais que áreas essenciais. Qual é a prioridade da cidade?”, criticou o vereador Rodrigo Guedes (Podemos).
Após a aprovação, o texto segue para análise e sanção do Executivo Municipal, que pode ainda vetar trechos da proposta. Caso isso ocorra, os vetos retornarão à Câmara para nova deliberação.


