Política e Economia

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O país promete “lutar até o fim” em nova escalada da guerra comercial

A China anunciou nesta sexta-feira (11) um novo aumento nas tarifas sobre importações dos Estados Unidos, elevando as taxas de 84% para até 125%, em uma forte retaliação à política tarifária norte-americana. A informação foi divulgada pela Comissão Tarifária do Conselho de Estado chinês, que classificou a medida como resposta à imposição “excessiva e injustificada” de tarifas por parte de Washington.

Segundo um porta-voz do Ministério do Comércio da China, o país não pretende ultrapassar os 125% nas tarifas, mas também não hesitará em adotar contramedidas mais severas caso seus interesses continuem sendo prejudicados.

“A imposição sucessiva de tarifas excessivamente altas à China pelos EUA tornou-se nada mais do que um jogo de números, sem real significado econômico. Isso apenas expõe ainda mais a prática americana de usar tarifas como arma para intimidação e coerção, transformando-se em uma piada”, afirmou o porta-voz.

Apesar do tom de confronto, o ministério deixou claro que Pequim não quer prolongar o embate, mas responderá com firmeza caso haja novos ataques comerciais.

Em sua primeira declaração pública sobre o atual estágio da guerra comercial, o presidente Xi Jinping adotou um discurso firme e nacionalista. Durante um encontro com o primeiro-ministro espanhol Pedro Sanchez, em Pequim, Xi afirmou que a China “não tem medo” das pressões externas.

“Não há vencedores em uma guerra comercial, e ir contra o mundo só levará ao autoisolamento. Por mais de 70 anos, o desenvolvimento da China se baseou em autossuficiência e trabalho árduo — nunca em esmolas de terceiros, e ela não teme nenhuma repressão injusta”, declarou o líder chinês, segundo a emissora estatal CCTV.

A tensão entre as duas maiores economias do mundo reacende o temor de impactos no comércio global, especialmente sobre setores como tecnologia, automóveis, alimentos e energia. Especialistas alertam para possíveis efeitos colaterais nos mercados emergentes e cadeias produtivas internacionais.

O governo norte-americano ainda não respondeu oficialmente à nova rodada de tarifas. Enquanto isso, investidores acompanham de perto os desdobramentos e o possível agravamento da disputa que já dura mais de cinco anos.

Com informações da CNN

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