Encontro apontou influência do El Niño e reforçou necessidade de planejamento para reduzir impactos econômicos e sociais
O Governo do Amazonas realizou, nesta terça-feira (14), uma reunião com representantes da indústria, comércio e serviços para discutir os cenários de cheia e vazante dos rios em 2026. O encontro, coordenado pela Defesa Civil do Amazonas e pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), teve como foco o planejamento antecipado diante de possíveis eventos climáticos extremos.
Durante a reunião, foram apresentadas análises técnicas que indicam a influência do fenômeno El Niño a partir de maio, o que pode provocar uma estiagem mais intensa e uma vazante antecipada no estado ao longo do ano.
A Defesa Civil informou que já trabalha com dados que apontam risco de seca severa, mantendo monitoramento contínuo das condições climáticas. A estratégia é preparar setores essenciais, como transporte, abastecimento e produção, para minimizar impactos logísticos e econômicos.
O governo destacou ainda a importância da parceria com o setor produtivo, com a proposta de manter diálogo permanente para ampliar a capacidade de resposta em situações de emergência.
Atualmente, 15 municípios estão em situação de emergência no Amazonas: Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Lábrea, Santo Antônio do Içá, Tabatinga, Tapauá e Tonantins.
Outros quatro municípios estão em nível de alerta: Amaturá, Envira, Pauini e São Paulo de Olivença. Já 31 cidades permanecem em situação de atenção, enquanto 12 seguem em condição de normalidade, conforme os painéis de monitoramento do estado.
O cenário reforça a necessidade de ações preventivas diante da combinação de fatores climáticos que podem afetar diretamente a dinâmica dos rios e a vida da população amazonense.



