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Foto: Patrick Marques, g1 AM
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Capital soma 398 notificações; período chuvoso aumenta presença de serpentes, escorpiões e aranhas em áreas residenciais

Os bairros Cidade Nova, Jorge Teixeira, Compensa e Cidade de Deus estão entre as áreas de Manaus com maior número de registros de acidentes com animais peçonhentos em 2025. Ao todo, a capital amazonense contabilizou 398 notificações desse tipo no ano, conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Levantamento do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net) aponta os 10 bairros e áreas com mais ocorrências:

  • Cidade Nova: 31 casos
  • Localidades ao longo da BR-174: 31 casos
  • Jorge Teixeira: 24 casos
  • Compensa: 18 casos
  • Cidade de Deus: 18 casos
  • Comunidades ao longo da AM-010: 16 casos
  • Colônia Antônio Aleixo: 14 casos
  • Alvorada: 13 casos
  • Tarumã: 12 casos
  • Novo Aleixo: 12 casos

De acordo com a Semsa, os acidentes envolveram principalmente serpentes (120 registros), escorpiões (113) e aranhas (107). O período chuvoso contribui para o aumento das ocorrências, já que a água invade tocas e áreas externas, fazendo com que os animais busquem abrigo dentro das residências.

Casos e prevenção

A bióloga Shelley Samia Fernandes, do Centro de Controle de Zoonoses Dr. Carlos Durand (CCZ), explica que, durante o inverno amazônico, é comum a presença desses animais em ambientes domésticos.

“Eles acabam se escondendo em frestas, debaixo de móveis e, principalmente, em locais com entulho e lixo acumulado”, afirmou.

Segundo a especialista, a prevenção envolve medidas simples, como manter a casa limpa, evitar acúmulo de lixo e entulho, vedar ralos, fechar buracos e frestas e realizar dedetização apenas com empresas regularizadas, seguindo normas de segurança.

O risco é maior nos casos de animais que podem provocar envenenamento, como serpentes, escorpiões e aranhas. Crianças e idosos são mais vulneráveis por apresentarem maior chance de complicações graves.

Em situações de acidente ou contato com esses animais, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde e não tentar capturar o animal. Se necessário, a população pode acionar o CCZ pelo WhatsApp (92) 98842-8359, para que uma equipe especializada realize a captura.

Monitoramento e atendimento

A diretora de Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Zoonoses e da Saúde do Trabalhador da Semsa, Marinélia Ferreira, informou que a rede municipal monitora continuamente os casos para identificar riscos à saúde pública. Segundo ela, a Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, da rede estadual, é responsável pela oferta de soro antiofídico, antiaracnídico e antiescorpiônico.

Ainda conforme Marinélia, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) pode ser acionado em ocorrências registradas na zona rural fluvial de Manaus.

“Muitos acidentes acontecem quando a pessoa entra no habitat natural do animal ou em ambientes onde ele está abrigado”, explicou.

A Semsa reforça que prevenção e busca imediata por atendimento médico são fundamentais para reduzir riscos e evitar complicações graves.

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