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Foto: Divulgação
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Governo antecipa ajuda humanitária para reduzir impactos da enchente

O município de Eirunepé, no interior do Amazonas, entrou em situação de emergência em razão da cheia dos rios. Além disso, outros 11 municípios estão em estado de alerta e 13 seguem em atenção, conforme monitoramento do governo estadual.

Diante do avanço das águas, o governador Wilson Lima reuniu, nesta segunda-feira (9), o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais para definir medidas de prevenção, resposta rápida e apoio às famílias atingidas.

Segundo o governador, o foco é antecipar as ações antes do pico da enchente, reduzindo impactos sociais, econômicos e na saúde da população.

“Alguns municípios já começam a decretar situação de emergência e a gente reúne o nosso comitê para se antecipar e tomar providências em áreas estratégicas, como ajuda humanitária e reforço na saúde”, afirmou Wilson Lima.

Municípios afetados

Em situação de emergência

  • Eirunepé

Em alerta

  • Boca do Acre
  • Canutama
  • Carauari
  • Envira
  • Guajará
  • Ipixuna
  • Itamarati
  • Juruá
  • Lábrea
  • Pauini
  • Tapauá

➡️ Além desses, outros 13 municípios seguem em atenção, com monitoramento contínuo das equipes técnicas do Estado.

Medidas adotadas pelo governo

Entre as ações definidas pelo comitê estão:

  • distribuição de cestas básicas e kits de higiene e limpeza;
  • envio de medicamentos, vacinas e insumos de saúde;
  • reforço no transporte e abastecimento em comunidades isoladas;
  • adoção de alternativas pedagógicas, como o programa Aula em Casa, caso escolas sejam afetadas;
  • atuação da Operação Inverno Amazônico, do Corpo de Bombeiros, para prevenir deslizamentos e erosões.

Monitoramento e previsão

De acordo com os dados hidrológicos, as nove calhas de rios do Amazonas estão em processo de enchente, com previsão de chuvas acima da média nas regiões oeste e centro-sul do estado. A estimativa é que a cheia atinja 35 municípios, impactando cerca de 173 mil famílias, o que representa mais de 690 mil pessoas.

O secretário estadual da Defesa Civil, Francisco Máximo, alertou que o pico da cheia dos rios Juruá e Purus pode ocorrer nas próximas semanas.

“As ações preparatórias são feitas com antecedência para garantir serviços essenciais como energia, água e telecomunicações, permitindo um enfrentamento organizado”, explicou.

O governo informou que o acompanhamento seguirá diário, com atualização constante dos cenários e reforço das ações nos municípios mais vulneráveis.

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