Política e Economia

Foto: Patrick Marques/g1 AM
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Ministra ouviu demandas de lideranças indígenas, ribeirinhas e quilombolas e destacou a presença recorde de 5 mil indígenas em Belém durante a COP30

A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, visitou neste domingo (16) a expedição “Banzeiro da Esperança”, que reuniu lideranças de diversos povos da Amazônia em uma viagem de Manaus a Belém para participar das atividades da COP30. A agenda teve como foco ouvir relatos sobre os impactos da crise climática e reforçar o papel dos povos originários nas negociações da conferência.

Guajajara ressaltou que essa é uma COP histórica para os povos da floresta.
Esta é a COP mais indígena da história”, afirmou, destacando a presença de 5 mil indígenas em Belém — entre aldeias, delegações internacionais e a Aldeia COP — como símbolo do avanço na participação indígena em espaços de decisão global.

A ministra também celebrou o aumento da presença indígena na Zona Azul, área oficial de negociações da ONU.
Temos 400 indígenas do Brasil credenciados na Zona Azul e mais 500 de outros países. São 900 indígenas na área oficial. Isso nos dá voz e peso político para entrar nos textos finais”, disse.

Durante o encontro com as lideranças, Guajajara reforçou a importância da diversidade de povos — indígenas, ribeirinhos, quilombolas e extrativistas — na construção de soluções climáticas.
“Esses planos são essenciais para mostrar a urgência de apoiar a adaptação de quem já vive os efeitos das mudanças climáticas no dia a dia”, afirmou.

Juventude indígena reforça protagonismo

Entre os participantes da expedição, o jovem Amadeu Sateré-Mawé destacou o impacto da conversa com a ministra.
“Ter a ministra aqui nos ouvindo foi muito importante. Isso incentiva a juventude porque estamos lutando por um bem maior”, disse.

Ele afirmou que a presença de uma liderança indígena em posição de decisão fortalece as novas gerações.
“A fala dela foi essencial para que a gente construa um novo mundo. O futuro que queremos precisa ser sustentável e visível para nós.”

Amadeu descreveu o momento de diálogo como acolhedor.
“Foi um momento de desabafo. Esse diálogo fortalece a luta dela lá dentro e mostra nossa persistência enquanto juventude.”

Banzeiro da Esperança na COP30

A expedição percorreu a Amazônia reunindo relatos e propostas sobre adaptação climática, direitos territoriais e proteção ambiental. Os apontamentos foram consolidados em uma carta entregue ao presidente da conferência na última semana.

Guajajara destacou ainda que falas do presidente Lula e do secretário-geral da ONU, António Guterres, colocaram os povos indígenas no centro dos debates da COP30.
“É uma semana decisiva. Queremos que as nossas pautas entrem nos textos finais. Só enfrentaremos a crise climática apoiando quem protege o meio ambiente”, afirmou.

A presença da ministra na expedição reforça o reconhecimento da luta dos povos da floresta e o protagonismo indígena na construção das soluções climáticas que serão discutidas durante a conferência.

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