Reajustes entre 10% e 16% em materiais essenciais elevam custos de obras e imóveis na região
O recente aumento nos preços dos insumos da construção civil já impacta diretamente o mercado imobiliário no Amazonas. Levantamento baseado em comunicados de fornecedores indica reajustes entre 10% e 16% em materiais como tubos, conexões, concreto e alumínio.
Segundo o presidente da ADEMI-AM (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas), Henrique Medina, trata-se de uma escalada generalizada de custos que afeta obras públicas e privadas:
“Estamos vivendo uma nova escalada de custos que impacta diretamente obras em todo o Amazonas. Não se trata de um movimento isolado, mas de um aumento generalizado dos insumos, que pressiona toda a cadeia produtiva da construção civil”, declarou.
Produtos mais afetados
- Tubos e conexões (PVC): até +16%
- Materiais plásticos (caixas, reservatórios): cerca de +15%
- Concreto e serviços relacionados: cerca de +12,3%
- Alumínio: aproximadamente +10,5%
- Cimento: reajustes recentes aplicados por fabricantes
Os aumentos foram aplicados de forma simultânea entre fornecedores, com vigência a partir de março e abril de 2026.
Impactos no setor e na população
Medina destacou que os efeitos são ainda mais intensos na região Norte devido à logística:
“No Amazonas, esse efeito é potencializado. Nós temos uma dependência maior de transporte e uma logística naturalmente mais cara, o que faz com que qualquer aumento nos insumos tenha reflexo direto e mais forte no custo final das obras.”
Entre as consequências estão a elevação do preço dos imóveis, maior dificuldade de acesso à casa própria — especialmente para famílias de menor renda — e risco de atrasos ou paralisação de obras. Programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida, também podem ser pressionados.
“O setor produtivo também está sendo impactado. Não se trata de especulação, mas de uma realidade de custos que precisa ser compreendida. Isso pode afetar desde a viabilidade de novos empreendimentos até a continuidade de obras em andamento”, completou Medina.
Entidades alertam
A ADEMI-AM e o Sinduscon-AM divulgaram nota conjunta alertando para os impactos da alta nos insumos e defendendo soluções por meio do diálogo institucional.
“O momento exige atenção e responsabilidade. Temos confiança de que, com diálogo e articulação, será possível encontrar caminhos para minimizar esses impactos e garantir que o setor continue contribuindo com o desenvolvimento do Amazonas”, concluiu Medina.



