Mais de 80% dos municípios remuneram professores acima do mínimo nacional, aponta Anuário da Educação Básica 2025
O Amazonas é o terceiro estado da Região Norte com maior proporção de municípios que pagam o piso salarial nacional do magistério. Dados do Anuário da Educação Básica 2025 mostram que 82,6% dos municípios amazonenses remuneravam professores da educação básica com vencimento igual ou superior ao piso em 2023 — índice acima da média nacional (68,5%) e da média da Região Norte (73,3%).
No ranking regional, o Amazonas fica atrás de Rondônia (90,2%) e Pará (84,9%), superando Amapá (60,0%), Acre (42,1%) e Roraima (33,3%), que registrou o pior resultado do Norte e do país. No cenário nacional, o estado ocupa a 7ª posição.
Em todo o Brasil, os maiores percentuais de municípios que pagam o piso foram registrados no Ceará (98,1%) e Piauí (93,8%). Na outra ponta, Espírito Santo (37,0%) e Roraima (33,3%) apresentaram os menores índices.
O piso do magistério foi atualizado neste mês após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinar a Medida Provisória nº 1.334/2026. Com reajuste de 5,4%, o valor mínimo nacional passou de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, válido para jornada de 40 horas semanais.
O levantamento foi elaborado pela Todos Pela Educação, em parceria com a Fundação Santillana e a Editora Moderna, com base em dados oficiais de 2023. As informações são apresentadas por estado e não detalham a situação individual dos municípios.
Vínculo dos professores
O estudo também aponta mudanças no perfil de contratação no Amazonas. Na rede estadual, o percentual de professores efetivos, concursados ou estáveis subiu de 60,1% em 2014 para 84,6% em 2024, enquanto os contratos temporários caíram para 15,3%.
Já nas redes municipais, ocorreu o movimento inverso: os efetivos recuaram de 56,8% para 44,8%, e os temporários passaram a ser maioria, com 55,0% em 2024.
Carreira docente
Em relação ao plano de cargos e carreira, 93,2% dos municípios do Amazonas previam, em 2023, o limite de até dois terços da jornada semanal em sala de aula — percentual acima das médias regional (87,3%) e nacional (92,2%). No Norte, o estado fica atrás apenas de Rondônia e Tocantins, enquanto o Pará apresentou o menor índice da região (75,2%).
Os dados evidenciam avanços do Amazonas no pagamento do piso e na organização da carreira docente, mas também revelam desafios, especialmente nas redes municipais, onde cresce a contratação temporária de professores.



