Manaus concentrou a maior expansão, com 9,28 km² adicionados, e alcançou a sexta maior área urbanizada entre os municípios brasileiros
O Amazonas ganhou 31,83 quilômetros quadrados de novas áreas urbanizadas entre 2019 e 2022, segundo estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira (18). A expansão equivale a cerca de 4,4 mil campos oficiais de futebol.
Manaus concentrou a maior parte desse crescimento, com 9,28 km² incorporados ao território urbanizado. O avanço ocorreu em meio à expansão das cidades e à ocupação de novas áreas.
Manaus concentra maior expansão
Depois da capital, os maiores aumentos de áreas urbanizadas foram registrados em Iranduba, com 6,10 km², Manicoré, com 1,98 km², Parintins, com 1,73 km², e Humaitá, com 1,24 km².
Também tiveram expansão Maués, Careiro da Várzea, Urucará, Itacoatiara e Coari.
O levantamento do IBGE utiliza imagens de satélite para identificar e medir a distribuição das áreas urbanizadas. A metodologia permite acompanhar a extensão das áreas ocupadas e as mudanças provocadas pelo processo de urbanização.
Manaus tem sexta maior área urbanizada do país
Em 2022, Manaus possuía 287,18 km² de Feições Urbanizadas, a sexta maior extensão entre os municípios brasileiros.
A capital amazonense ficou atrás de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba e Goiânia.
As Feições Urbanizadas consideradas pelo IBGE incluem áreas urbanizadas, vazios intraurbanos e outros equipamentos urbanos. Por isso, o indicador não corresponde exclusivamente aos locais ocupados por edificações.
Do total registrado em Manaus, 250,23 km² foram classificados como áreas densas e 36,95 km² como pouco densas. A capital ainda possuía 1,85 km² de loteamentos vazios, contabilizados separadamente.
O que são áreas densas e pouco densas?
A classificação utilizada pelo IBGE não considera a quantidade de moradores, mas a maneira como as construções estão distribuídas no território.
As áreas densas apresentam edificações mais próximas, menor quantidade de espaços vazios ou arborizados e maior presença de vias.
Já as áreas pouco densas possuem construções mais espaçadas e costumam estar associadas a regiões periféricas ou que ainda estão em processo de ocupação.
Outros municípios também avançaram
A expansão urbana não ficou concentrada na capital. Entre 2019 e 2022, os maiores acréscimos registrados no estado foram:
- Iranduba: 6,10 km²;
- Manicoré: 1,98 km²;
- Parintins: 1,73 km²;
- Humaitá: 1,24 km²;
- Maués: 1,18 km²;
- Careiro da Várzea: 1,17 km²;
- Urucará: 0,85 km²;
- Itacoatiara: 0,81 km²;
- Coari: 0,53 km².
O estudo também identifica loteamentos vazios, que são áreas modificadas pela ação humana e geralmente possuem ruas definidas, mas ainda não apresentam construções suficientes para serem classificadas como urbanizadas.
Segundo o IBGE, esses espaços podem indicar áreas com potencial para novas frentes de crescimento das cidades nos próximos anos.



