Liberação é provisória e condicionada a recapeamento, sinalização e entrega de laudos técnicos pela prefeitura
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu manter, em caráter provisório, a autorização para que aeronaves com motores turbo-jato pousem no Aeroporto Júlio Belém, em Parintins (a 369 quilômetros de Manaus).
A liberação, no entanto, está condicionada ao cumprimento de um novo cronograma de obras de melhoria na estrutura do aeródromo, incluindo recapeamento e sinalização da pista.
A decisão foi assinada pelo gerente de Controle e Fiscalização da Anac, Marcos Roberto Eurich.
Liberação provisória e com exigências
Segundo a decisão, a autorização tem caráter provisório e depende do cumprimento das responsabilidades do gestor do aeroporto quanto à segurança operacional.
A prefeitura de Parintins, responsável pela administração do aeródromo, deverá:
- Entregar laudos técnicos sobre as condições de segurança da pista até o dia 26 deste mês;
- Concluir o recapeamento e a sinalização horizontal do pátio de estacionamento até 30 de abril;
- Finalizar o recapeamento e a sinalização horizontal de 1.200 metros da pista até 30 de dezembro.
O município também deverá informar periodicamente à Anac o andamento das obras.
Histórico de restrições
Desde 2024, a agência acompanha a situação do aeroporto, que recebe milhares de passageiros durante o Festival Folclórico de Parintins.
Em dezembro de 2024, a Anac suspendeu pousos e decolagens de aeronaves turbo-jato após identificar falhas graves na infraestrutura. Durante o período de restrição, as operações passaram a ser realizadas com aviões turboélices, de menor porte, com capacidade para até 70 passageiros.
Em abril de 2025, a agência autorizou novamente os jatos, desde que a prefeitura cumprisse um cronograma de melhorias — o que vinha sendo acompanhado por relatórios periódicos.
Falhas estruturais
O relatório que embasou a suspensão apontou “defeitos críticos” na pista, como trincas com vegetação, desagregação do pavimento e pedras soltas, além de preocupação com a proximidade de um depósito de resíduos sólidos.
A manutenção foi classificada como “crítica” pelos técnicos da agência, que alertaram para o comprometimento da segurança operacional.
Com a nova decisão, o aeroporto segue autorizado a receber aeronaves de maior porte, mas sob monitoramento e com prazos definidos para que as adequações estruturais sejam concluídas.



