Política e Economia

Foto: Marcelo Camargo/ABr
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Percentual ficou bem abaixo da estimativa inicial de 23,15% após entrada de recursos via UBP

Manaus — A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça‑feira (19), o Reajuste Tarifário Anual de 2026 da antiga Amazonas Energia, agora sob controle da Âmbar Energia Amazonas. O aumento médio será de 6,58%, valor 16,57 pontos percentuais menor que a estimativa inicial de 23,15%.

A redução foi possível graças à aplicação de um redutor tarifário, decorrente da repactuação de parcelas devidas a título de Uso de Bem Público (UBP). O novo patamar passa a valer a partir de 26 de maio.

Impacto por grupo de consumidores

  • Alta tensão (indústrias e grandes empresas): aumento médio de 13,24%.
  • Baixa tensão (residenciais, rurais, pequenos comércios e indústrias): aumento médio de 3,79%.

Esse último grupo representa 99,7% dos consumidores atendidos no Amazonas.

Contexto financeiro

Segundo nota técnica da Aneel, a distribuidora atende cerca de 1,06 milhão de unidades consumidoras, com faturamento anual de R$ 4,39 bilhões. Os principais fatores de pressão foram os encargos setoriais e o custo de aquisição de energia, mas os componentes financeiros foram atenuados pela entrada dos recursos via UBP.

A Âmbar Energia Amazonas, que assumiu a concessionária em abril deste ano, informou que sua prioridade é a melhoria dos serviços e o reequilíbrio financeiro.

Valor extra para Norte e Nordeste

A Aneel calcula preliminarmente um efeito tarifário final de 4,51% para consumidores de baixa tensão nas distribuidoras do Norte e Nordeste em 2026, após a aplicação dos recursos da repactuação via UBP. No caso da Amazonas Energia, o reajuste ficou abaixo desse teto, em 3,79%.

A empresa já havia solicitado a antecipação de R$ 735 milhões referentes à repactuação, justamente para reduzir o impacto tarifário.

Com isso, o reajuste aprovado busca equilibrar a sustentabilidade financeira da distribuidora e minimizar os efeitos para a população amazonense.

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