Com o tema “Misticismo e Revolução”, evento emocionou torcedores azul e branco e reforçou ancestralidade e resistência cultural do Boi Caprichoso
A terceira edição do Bar do Boi 2026, realizada no sábado (2), transformou o Sambódromo de Manaus em um território de ancestralidade, emoção e celebração cultural. Com o tema “Misticismo e Revolução”, a noite ficou marcada pelo encontro inédito de três gerações de pajés do Boi Caprichoso — Waldir Santana, Neto Simões e Erick Beltrão — reunidos no mesmo palco.
Diante de um público azul e branco que lotou o espaço, o espetáculo foi além da música e da performance, trazendo elementos espirituais, simbólicos e históricos que reforçam o papel do pajé como um dos itens mais emblemáticos do Festival de Parintins.
“Eu sou cultura, sou poesia, sou movimento”, declarou Waldir Santana, emocionado ao relembrar três décadas de defesa do item 12. “Peço permissão aos espíritos da floresta para que tudo dê certo”, acrescentou Neto Simões, destacando a dimensão espiritual da preparação. “Dividir o palco com essas gerações é muito especial”, completou Erick Beltrão.
Além do encontro dos pajés, o evento contou com apresentações de Ornello Reis, Júlio Persil, Márcio do Boi, Edmundo Oran, Diego Brelaz e Paulinho Viana, além da Marujada de Guerra, Raça Azul e o Corpo de Dança Caprichoso, que embalaram o público até a madrugada.
Um dos momentos mais marcantes foi o encerramento, com uma procissão cênica em que o boi Caprichoso avançou em meio à multidão, criando uma conexão direta com os torcedores antes de retornar ao palco.
“Não foi só show, parecia um ritual. Quando os três pajés estavam juntos deu arrepio”, relatou o espectador Breno Pereira.
Mais do que um evento festivo, o Bar do Boi reafirma seu papel como espaço de resistência cultural e valorização artística, antecipando a grandiosidade que o público pode esperar para o Festival de Parintins 2026.



