Política e Economia

Foto: Reprodução
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Comércio eletrônico deve movimentar até R$ 13,6 bilhões; consumidores estão mais atentos e exigentes com descontos e prazos de entrega

A Black Friday 2025 promete ser a maior da história do varejo brasileiro. Estimativas de consultorias e entidades como Neotrust, NielsenIQ e ABComm apontam que o evento deve movimentar entre R$ 13 e R$ 13,6 bilhões apenas no comércio eletrônico, o que representa um crescimento médio de 16% em relação ao ano passado.

Marcada para o dia 28 de novembro, a data é considerada a segunda mais importante do varejo nacional, atrás apenas do Natal, e marca o início das compras de fim de ano.

Nos últimos anos, a Black Friday deixou de se restringir a um único dia e passou a se estender por semanas. Muitas empresas já adotam o formato de “Black November”, com campanhas promocionais durante todo o mês.

Segundo levantamento da Gauge/W3haus (Grupo Stefanini), o ticket médio esperado para este ano é de R$ 808, com cerca de 17 milhões de pedidos em todo o país. Os setores de eletrônicos, moda, beleza, alimentos e móveis devem liderar as vendas.

Pesquisas do Instituto Locomotiva e da Opinion Box revelam que quase 90% dos brasileiros pretendem aproveitar as ofertas, mas a maioria compara preços com antecedência e está mais desconfiada de “promoções falsas”.

Para o comércio, o desafio é oferecer descontos reais e entregas rápidas. Segundo a Adyen, o Pix deve ser o método de pagamento mais usado, superando cartões de crédito e débito. Também cresce o uso de carteiras digitais e programas de cashback, que incentivam novas compras.

O setor supermercadista também aposta em bons resultados. O Ranking ABRAS 2025 mostra que o varejo alimentar faturou R$ 1,067 trilhão em 2024, o equivalente a 9,12% do PIB nacional, e deve crescer de 3% a 4% neste ano, impulsionado por promoções e integração entre lojas físicas e online.

Apesar do otimismo, analistas alertam para riscos logísticos e de credibilidade. A NielsenIQ destaca que muitas lojas ainda enfrentam problemas de estoque e atrasos nas entregas, enquanto os Procons reforçam a fiscalização contra falsos descontos e publicidade enganosa durante o período.

Você também pode gostar

Editorias