Política e Economia

Foto: Larissa França/Sema
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Recursos do Fundo Amazônia vão apoiar empreendimentos da sociobioeconomia em nove municípios do interior do Amazonas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai destinar até R$ 30 milhões para impulsionar negócios sustentáveis em nove municípios do Amazonas por meio do Edital Prospera Amazônia, lançado nesta quinta-feira (2) pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A iniciativa integra o Fundo Amazônia, que prevê investimento total de R$ 230 milhões em projetos de sociobioeconomia nos estados da Amazônia Legal.

No Amazonas, os recursos serão direcionados ao Território da Sociobioeconomia (TSBio) do Alto Solimões, abrangendo os municípios de Amaturá, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Fonte Boa, Jutaí, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga e Tonantins.

O edital irá selecionar organizações com atuação territorial para prestar apoio técnico contínuo a associações, cooperativas, coletivos e empreendimentos comunitários que desenvolvem atividades ligadas aos produtos e serviços da sociobiodiversidade.

Entre as ações previstas estão assistência técnica, capacitação, apoio à gestão, regularização documental, adequação sanitária e ambiental, certificação, agregação de valor aos produtos, acesso ao crédito, fortalecimento de políticas públicas e ampliação da inserção em novos mercados.

A iniciativa tem como foco fortalecer empreendimentos liderados por povos indígenas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos, agricultores familiares e demais povos e comunidades tradicionais que atuam com a floresta em pé, mas enfrentam dificuldades relacionadas à gestão, logística, beneficiamento e comercialização da produção.

De acordo com o BNDES, a proposta busca transformar a produção sustentável desses territórios em negócios mais estruturados, capazes de ampliar a geração de renda e o acesso ao mercado sem comprometer a conservação da floresta.

A definição dos territórios contemplados e dos valores destinados a cada região considerou critérios técnicos estabelecidos pelo Ministério do Meio Ambiente, como a produção extrativista, a presença da agricultura familiar, o número de empreendimentos comunitários e o potencial de desenvolvimento das cadeias produtivas locais.

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