Revisão da projeção reflete desaceleração mais forte e aumento da taxa de juros. Impactos podem ser sentidos na vida do cidadão
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2025, passando de 2,4% para 2,3%. A revisão foi feita devido à desaceleração mais forte da economia e ao possível aumento da taxa Selic, a taxa básica de juros do Brasil.
A CNI estima que a indústria crescerá apenas 2% em 2025, bem abaixo dos 3,3% registrados em 2024. Mário Sérgio Telles, diretor de Economia da CNI, explicou que o aumento da Selic, atualmente em 14,25% ao ano, pode ter um impacto negativo no consumo e no crédito, o que pode desacelerar ainda mais a economia.
Para o cidadão, isso significa que o aumento da taxa de juros pode tornar o crédito mais caro, dificultando o acesso a financiamentos para compras de bens e serviços. Além disso, a inflação, que a CNI prevê em 5,1% no final de 2025, pode manter os preços mais altos, afetando o poder de compra das famílias.
Impactos do cenário internacional
No cenário internacional, a CNI também alerta que as novas políticas comerciais dos Estados Unidos podem afetar as exportações brasileiras, o que, por sua vez, pode prejudicar a economia local. No entanto, alguns setores podem se beneficiar dessa mudança, com acesso a novos mercados.
O aumento das importações no país, porém, pode prejudicar a indústria nacional, resultando em mais concorrência para os produtos locais. Isso pode afetar empregos e a produção no Brasil, gerando desafios adicionais para a população.
Com a redução da previsão de crescimento, a CNI destaca a importância de um controle mais rigoroso dos gastos públicos e um foco em políticas que incentivem o crescimento econômico, para que o impacto sobre o bolso dos brasileiros seja o menor possível.



