Política e Economia

Foto: Marcello Casal Jr/ABr
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Modelo CLT é visto como mais atrativo por mais de um terço dos trabalhadores.

Apesar do crescimento de novas modalidades de trabalho, como o vinculado a plataformas digitais, o emprego com carteira assinada (CLT) continua sendo a principal prioridade dos brasileiros. É o que mostra pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada pelo Instituto Nexus com 2.008 pessoas entre 10 e 15 de outubro de 2025.

Segundo o levantamento, 36,3% dos entrevistados preferem o emprego formal, destacando o acesso a direitos trabalhistas e à Previdência Social como diferenciais relevantes.

Principais números da pesquisa

  • 36,3% preferem emprego com carteira assinada (CLT);
  • 18,7% apontam o trabalho autônomo como melhor opção;
  • 12,3% consideram o emprego informal mais atrativo;
  • 10,3% têm interesse em trabalho por plataformas digitais;
  • 9,3% preferem abrir o próprio negócio;
  • 6,6% optam por atuar como pessoa jurídica (PJ);
  • 20% não encontraram oportunidades atrativas.

Jovens valorizam estabilidade

Entre os jovens, a preferência pelo emprego formal é ainda mais forte:

  • 41,4% dos trabalhadores de 25 a 34 anos priorizam CLT;
  • 38,1% dos jovens de 16 a 24 anos também escolhem o modelo.

Segundo Claudia Perdigão, especialista em Políticas e Indústria da CNI, o emprego formal traz mais segurança para quem está no início da carreira.

Plataformas digitais como complemento

O trabalho em aplicativos é visto majoritariamente como renda complementar. Apenas 30% consideram essa atividade como principal fonte de sustento.

Satisfação no mercado

A pesquisa também aponta elevado nível de satisfação:

  • 95% estão satisfeitos com o emprego atual;
  • 70% se dizem muito satisfeitos;
  • Apenas 6,2% estão insatisfeitos ou muito insatisfeitos.

A mobilidade é limitada: apenas 20% buscaram outro emprego recentemente, sendo a procura maior entre jovens (35% de 16 a 24 anos) e menor entre trabalhadores acima de 60 anos (6%).

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