Educação

Foto: Eduardo Cavalcante
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Estudantes buscam índice para a participação na Olimpíada Brasileira de Foguetes

A Escola Estadual Maria Amélia do Espírito Santo, localizada no bairro Dom Pedro, zona centro-oeste de Manaus, realizou nesta quinta-feira (1°) o tradicional lançamento de foguetes como parte da preparação para a Olimpíada Brasileira de Foguetes (ObaFog). O evento, que aconteceu na Vila Olímpica de Manaus, contou com a participação dos estudantes do Ensino Médio, que lançaram seus protótipos com o objetivo de atingir a distância necessária para ingressar na competição nacional. Os dados dos lançamentos serão enviados até o dia 18 de maio.

A ObaFog, antes chamada de MobFog, é uma competição promovida pela Sociedade Astronômica Brasileira (Saeb) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB). A olimpíada consiste na construção e lançamento de foguetes, com o objetivo de alcançar a maior distância possível. O certame é dividido em cinco níveis e envolve estudantes de escolas públicas e privadas dos ensinos Fundamental e Médio.

A Escola Maria Amélia possui tradição na competição, como ressaltou a diretora Elisangela Guedes, que destacou o valor do projeto para o desenvolvimento interdisciplinar dos alunos. Em 2024, a escola conquistou medalhas, mas a diretora enfatizou que o foco principal é o incentivo ao aprendizado dinâmico das disciplinas de Astronomia, Matemática e Ciências.

“Este é um projeto que vai além da olimpíada, promovendo a interação entre os alunos e permitindo que eles aprendam de forma prática, o que é fundamental para uma aprendizagem significativa”, afirmou a diretora.

Ações Práticas e Interdisciplinares

Os estudantes das 3 séries do Ensino Médio participaram ativamente da atividade, aplicando conhecimentos de Matemática, Física, Química e Geografia no lançamento dos foguetes. Utilizando materiais recicláveis para a montagem do foguete e da base de lançamento, os alunos também prepararam a mistura química para o combustível e calcularam a trajetória e a distância de voo, transformando o aprendizado teórico em uma experiência prática.

O professor de Matemática e Física, Edezio Souza, destacou que a competição permite que os alunos não apenas aprendam de maneira prática, mas também criem memórias significativas. “A modalidade visa promover o ‘fazer para aprender’, utilizando os conhecimentos de física, como os lançamentos oblíquos, de forma prática”, explicou o professor.

Resultado e Satisfação dos Alunos

A estudante Lorraina Uchôa, de 17 anos, da 3ª série do Ensino Médio, foi uma das participantes que se destacou durante o evento. Ela e sua equipe conseguiram atingir 250 metros com seu foguete, alcançando um dos melhores resultados e se colocando em posição para se classificar para a Jornada de Foguetes, evento realizado no Rio de Janeiro para as equipes que obtêm os melhores desempenhos na competição.

Lorraina compartilhou sua empolgação: “Eu gostei muito de fazer o projeto. A sensação de lançar o foguete junto com os meus colegas é sensacional. Foi muito gratificante conseguir atingir a marca e ver todo o esforço valer a pena.”

A atividade não apenas reforçou o interesse dos alunos pelas ciências, mas também contribuiu para o desenvolvimento de habilidades práticas e de trabalho em equipe, promovendo o aprendizado de maneira divertida e transformadora.

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