Política e Economia

Foto: Reprodução/Rede Amazônica
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Estado tem 40 municípios em emergência e outros 22 em alerta ou atenção, segundo a Defesa Civil

Mais de 100 mil famílias foram afetadas pela estiagem de 2026 no Amazonas, segundo levantamento divulgado pela Defesa Civil estadual na noite de domingo (18). Ao todo, 40 municípios estão em situação de emergência, 17 permanecem em alerta e cinco estão em situação de atenção. A seca dos rios e o avanço das queimadas mobilizam equipes estaduais e federais.

De acordo com a Defesa Civil, 101.084 famílias foram atingidas pela estiagem. Nenhum município está classificado em situação de normalidade.

O cenário também preocupa as autoridades por causa dos incêndios florestais. O uso do fogo está proibido por 120 dias em todo o Amazonas, com exceção das situações previstas em lei.

Veja os municípios em situação de emergência

Os 40 municípios classificados em situação de emergência são: Alvarães, Amaturá, Anori, Apuí, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamin Constant, Caapiranga, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Eirunepé, Envira, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Jutaí, Lábrea, Manacapuru, Manaquiri, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Silves, Tapauá, Tefé, Tonantins, Uarini e Urucurituba.

Outros 17 municípios estão em situação de alerta: Barcelos, Beruri, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Borba, Canutama, Fonte Boa, Guajará, Humaitá, Japurá, Manicoré, Manaus, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga e Urucará.

Já Anamã, Codajás, Iranduba, Itacoatiara e Itapiranga estão em situação de atenção.

Bombeiros combateram mais de 22 mil focos de incêndio

Entre 1º de junho e 17 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) registrou 3.748 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e combateu 22.974 focos de incêndio. Desse total, 4.668 foram registrados em Manaus e 18.306 no interior.

O trabalho de combate às queimadas foi reforçado em 36 municípios, com cerca de 1,5 mil profissionais, entre bombeiros militares, brigadistas municipais e agentes federais. As equipes contam com 96 viaturas.

O governo federal também anunciou o envio de reforços, incluindo militares das Forças Armadas, agentes da Força Nacional e mais 153 brigadistas do Programa Floresta em Pé. A estrutura aérea mobilizada para a operação deve passar de 11 para 16 aeronaves, entre aviões Air Tractor, KC-390 e helicópteros.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Amazonas contabilizou 8.165 focos de calor até 18 de outubro.

Operações fiscalizam queimadas e desmatamento

A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) mantém equipes em áreas com maior incidência de queimadas, com cerca de 100 policiais do Comando de Policiamento Especializado e 25 viaturas.

No sábado (17), 11 pessoas foram presas em Autazes, suspeitas de envolvimento em crimes ambientais.

As ações de fiscalização também incluem a Operação Tamoiotatá, que atua em 13 municípios, e a Operação Amazonas+Verde, com atividades em 33 municípios. Já a Operação Alerta Fogo utiliza drones e viaturas equipadas com internet via Starlink para identificar possíveis irregularidades relacionadas ao uso do fogo.

O Estado também estabeleceu, por meio do Decreto nº 55.339, de 9 de setembro, o período proibitivo para queimadas durante 120 dias, ressalvadas as exceções legais. Outra medida foi a criação do Plano Estadual de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas.

Multas ambientais ultrapassam R$ 167 milhões

As ações estaduais também incluem educação ambiental e monitoramento por satélite. Entre junho e agosto, mais de 43 mil pessoas participaram de atividades educativas, segundo o governo.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) utilizam imagens de satélite, drones com câmeras térmicas e outras tecnologias para identificar focos de calor e direcionar fiscalizações.

Até meados de outubro, o Ipaam havia aplicado mais de R$ 167 milhões em multas e realizado 421 embargos, que abrangem mais de 65 mil hectares.

Na área policial, a Polícia Civil do Amazonas registrou, em setembro, 66 boletins de ocorrência por incêndio e 151 por desmatamento.

O governo também declarou situação de emergência por 180 dias em municípios afetados por incêndios florestais e em todo o estado devido aos efeitos da estiagem agravada pelo fenômeno El Niño. As medidas permitem ampliar as ações de resposta e recuperação diante dos impactos ambientais e sociais.

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