Trânsito e Transporte

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Com Rio Negro abaixo dos 17 metros, empresas adotam estratégias diferentes para lidar com os custos extras do transporte fluvial e evitar impactos no comércio de Manaus

A baixa no nível dos rios durante a estiagem no Amazonas voltou a colocar em discussão a cobrança da chamada “taxa da seca” pelas transportadoras responsáveis pelo abastecimento do estado. A aplicação do custo adicional, no entanto, não é uma decisão unânime entre as empresas que realizam o transporte fluvial na região.

Parte das transportadoras optou por não cobrar o valor extra neste período. Outras decidiram aplicar a taxa, mas com previsão de devolução ou concessão de créditos posteriormente. O impacto atinge principalmente as mercadorias importadas, cujo transporte até Manaus pode levar cerca de 90 dias.

A cobrança costuma ser adotada quando o nível do Rio Negro fica abaixo dos 17 metros, marca registrada atualmente na capital amazonense. Apesar da cota baixa, o rio já apresenta sinais de estabilidade, com pequenas oscilações diárias. Um cenário semelhante é observado nos rios Solimões e Amazonas.

Embora o período chuvoso ainda não tenha se consolidado completamente, a estabilização dos níveis indica a proximidade do fim da vazante.

Comércio tenta evitar repasse de custos

Diante dos desafios logísticos, lojistas buscam alternativas para absorver os custos operacionais e manter a movimentação dos estoques sem repassar os aumentos aos consumidores.

Apesar das dificuldades de reabastecimento, a estiagem não representa risco de desabastecimento generalizado em Manaus. Ainda assim, os efeitos da logística fluvial já provocaram reflexos em períodos de grande movimentação comercial, como a Black Friday.

Alguns estabelecimentos, por exemplo, limitaram as promoções por receio de vender todo o estoque sem ter uma previsão rápida de reposição dos produtos.

BR-319 volta ao debate sobre logística

O cenário de restrição na navegação reforça as vulnerabilidades da logística do Amazonas, que depende fortemente do transporte fluvial para receber mercadorias.

Nesse contexto, a infraestrutura da BR-319 volta ao centro das discussões como uma possível alternativa para o transporte rodoviário de cargas entre o Amazonas e as demais regiões do país.

Você também pode gostar

Editorias