Política e Economia

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A prisão foi determinada pelo STF após rejeição de recursos da defesa; Collor é o terceiro ex-presidente a ser preso desde a redemocratização

O ex-presidente Fernando Collor de Mello foi preso na madrugada desta sexta-feira (25) em Maceió, Alagoas, em cumprimento a uma condenação no âmbito da Operação Lava Jato. A prisão foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que rejeitou os recursos apresentados pela defesa de Collor contra a condenação a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Collor foi detido no momento em que se preparava para embarcar para Brasília. Ele segue preso na Superintendência da Polícia Federal em Maceió, em uma sala especial, até que o STF defina o local para cumprimento da pena. O ex-presidente é o terceiro ex-chefe de Estado a ser preso desde a redemocratização do Brasil.

De acordo com a defesa de Collor, a prisão ocorreu por volta das 4h da manhã. “O ex-presidente Fernando Collor de Mello encontra-se custodiado, no momento, na Superintendência da Polícia Federal na capital alagoana”, informou a nota.

A condenação de Collor se refere a acusações de que ele teria recebido R$ 20 milhões em propinas de empresários da BR Distribuidora entre 2010 e 2014. O valor seria parte de um esquema de corrupção envolvendo contratos irregulares da BR Distribuidora com a UTC Engenharia, que visavam a construção de bases de distribuição de combustíveis.

O ministro Alexandre de Moraes afirmou que os recursos apresentados pela defesa tinham caráter “meramente protelatório” e determinou a prisão imediata de Collor. A decisão foi confirmada por uma sessão no plenário virtual do STF, que ocorre hoje, das 11h às 23h59.

Fernando Collor, eleito presidente do Brasil em 1989, se destacou pela política de “caçador de marajás” e pelo polêmico Plano Collor, que incluiu o confisco da poupança dos brasileiros. Seu governo foi marcado por acusações de corrupção, que levaram ao impeachment em 1992, quando Collor renunciou durante o processo de cassação de seu mandato.

Nos anos seguintes, Collor tentou retomar a vida política, sendo eleito senador por Alagoas, cargo que ocupou por dois mandatos, até 2018.

A condenação de Collor, que foi parte da Operação Lava Jato, é um desdobramento das investigações sobre corrupção e lavagem de dinheiro no governo federal. O processo envolveu ainda os empresários Luis Pereira Duarte de Amorim e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos, que também foram condenados pelo recebimento de propinas.

Esta prisão marca um novo capítulo na trajetória política de Fernando Collor, que agora se vê novamente envolvido em um escândalo de corrupção, após uma carreira política marcada por altos e baixos.

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