Ciência e Tecnologia

Foto: Sargento Luiz Pereira / CECOMSAER
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Missão aproxima consultas e exames de comunidades ribeirinhas do Baixo Amazonas

Parintins — A Força Aérea Brasileira (FAB) iniciou nesta segunda-feira (1º/6) uma nova fase do EXCELSIOR 2026, exercício de logística e saúde que transformou o Porto de Parintins em um centro temporário de atendimento humanitário. Até o dia 6 de junho, moradores da ilha e de comunidades vizinhas terão acesso gratuito a consultas médicas, exames e serviços de assistência social.

Hospital flutuante

A operação chama atenção pela estrutura inédita: balsas da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA) sustentam um Hospital de Campanha flutuante, equipado com consultórios, aparelhos médicos e equipes de apoio. A ação reúne a FAB, órgãos públicos e a ONG Voluntários do Sertão, ampliando o alcance da saúde especializada em áreas de difícil acesso.

Redução das barreiras geográficas

Parintins, distante de Manaus por até 24 horas de viagem de barco, enfrenta desafios históricos para acessar especialistas. Com o EXCELSIOR, a lógica se inverte: em vez de o paciente viajar, é a estrutura médica que chega até ele.

Diagnósticos acelerados

Segundo o Brigadeiro Médico Alexandre de Araújo Melo, chefe da Divisão Médica do exercício, a operação busca oferecer atendimento completo e rápido:

“Muitas mulheres conseguem se consultar, fazer o preventivo e receber o resultado imediatamente, sem precisar esperar semanas por um laudo.”

Essa agilidade tem impacto direto na prevenção e tratamento de doenças, reduzindo ansiedade e atrasos comuns na rotina de comunidades isoladas.

Papel humanitário da FAB

A missão reforça o papel da FAB em apoio social e logístico na Amazônia, aproximando médicos, exames e serviços de famílias ribeirinhas. Mais do que uma ação médica, o EXCELSIOR 2026 representa uma resposta concreta às dificuldades históricas de acesso à saúde no Baixo Amazonas.

Com o hospital flutuante e a mobilização conjunta, a operação mostra como a integração entre forças armadas, sociedade civil e poder público pode transformar a realidade de comunidades que vivem à margem dos grandes centros urbanos.

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