Qualidade do ar na Ilha de Tupinambarana chegou a níveis ruins nesta sexta-feira (9); Amazonas já soma 6,9 mil focos de calor em 2026
A fumaça provocada pelas queimadas no Amazonas e no Pará chegou a Parintins, no interior do Amazonas, nesta sexta-feira (9), e pode avançar em direção a Manaus. Segundo o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), o município registrou concentrações de partículas poluentes de 74,5 microgramas por metro cúbico (µg/m³), nível considerado ruim, e de 46,5 µg/m³, classificado como moderado.
Moradores da Ilha de Tupinambarana relataram dificuldades de visibilidade durante a madrugada, inclusive para pilotar motocicletas. O cenário preocupa diante da possibilidade de a fumaça se deslocar para a capital amazonense.
Ventos transportam fumaça para a capital
O engenheiro ambiental Alan Ferreira explicou que a fumaça vem de Santarém, no Pará, passa por Parintins e segue em direção a Manaus.
“A pluma de vento está mudando rápido e fará a fumaça chegar a Manaus vinda de Parintins”, alertou Ferreira, ao comentar a possibilidade de uma nova onda de fumaça na capital.
A movimentação da fumaça depende das condições atmosféricas e da direção dos ventos, que podem transportar partículas poluentes por longas distâncias e afetar municípios distantes dos focos de incêndio.
Amazonas soma 6,9 mil focos de calor
Dados do Panorama de Focos de Calor no Amazonas, elaborado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), apontam que Apuí, Novo Aripuanã, Lábrea, Autazes e Boca do Acre estão entre os municípios com maior número de registros de queimadas.
Entre janeiro e 6 de outubro de 2026, o Amazonas contabilizou 6.901 focos de calor, aumento de 95,11% em relação ao mesmo período de comparação informado no levantamento.
A chegada da fumaça a Parintins amplia a preocupação com os efeitos das queimadas sobre a qualidade do ar no interior do estado e reforça o alerta para possíveis impactos em Manaus, caso as condições dos ventos mantenham o deslocamento da pluma em direção à capital.



