Queda d’água localizada entre Presidente Figueiredo, Novo Airão e Manaus pode se tornar novo atrativo turístico, mas ainda não está autorizada para visitação pública
Uma equipe de guias turísticos de Presidente Figueiredo anunciou a descoberta de uma nova cachoeira na floresta amazônica. Batizada de “Gigante do Apuaú”, a queda d’água tem cerca de 35 metros de altura e cinco de largura, entrando para a lista das maiores da região em queda livre.
A expedição, realizada no início de agosto pelos guias Marinilzo Brito, Frederico Roldão e Daniel dos Anjos, percorreu mais de 60 quilômetros em seis dias de caminhada em mata fechada até chegar ao local, situado no rio Apuaú, divisa entre os municípios de Novo Airão, Presidente Figueiredo e Manaus.
Segundo os exploradores, a descoberta é fruto de quatro anos de planejamento, com levantamentos topográficos que indicavam a possibilidade de encontrar novas quedas d’água.
“É um caminho de muita resistência, mas a recompensa foi encontrar uma das maiores belezas naturais já registradas nessa área”, disseram os guias.
Além do tamanho, a Gigante do Apuaú impressiona pela piscina natural profunda formada ao pé da queda, considerada ideal para banho.
Acesso difícil e natureza preservada
Para chegar até a cachoeira, o grupo enfrentou mata fechada, terrenos alagados e longas distâncias, além de encontrar rastros de animais silvestres, como onças.
“Ela é diferente das cachoeiras já conhecidas de Presidente Figueiredo justamente pela imponência e pela força da queda d’água”, afirmaram.
Próximos passos
A ideia dos guias é incluir o novo atrativo em um roteiro turístico exclusivo, junto a outras duas cachoeiras próximas. A abertura da trilha depende de autorizações e está prevista para começar em novembro.
A Secretaria Municipal de Turismo de Presidente Figueiredo, porém, informou que a Gigante do Apuaú ainda não tem autorização para visitação pública. O local fica em área de difícil acesso e pode estar dentro de uma propriedade privada, o que impede qualquer processo de regulamentação por enquanto.
Segundo a pasta, a regularização exige definição fundiária, autorização ambiental e a presença de atividades econômicas de apoio ao visitante, como hospedagem ou restaurantes.
Enquanto isso, a expectativa é de que o novo atrativo só possa receber turistas após a conclusão desses trâmites e com roteiros estruturados, possivelmente em pacotes de mais de um dia de duração.



