Trânsito e Transporte

Foto: Rede Amazônica
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Gasolina e etanol ultrapassam R$ 7 e R$ 6 por litro, respectivamente, segundo levantamento da ANP

Manaus encerrou a primeira semana de janeiro de 2026 com os maiores preços médios de combustíveis entre todas as capitais brasileiras. É o que aponta levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que analisou valores praticados em postos de todo o país entre os dias 4 e 10 de janeiro.

De acordo com o estudo, a capital amazonense lidera o ranking tanto no preço da gasolina comum quanto do etanol hidratado. O litro da gasolina foi encontrado a R$ 7,09, enquanto o etanol chegou ao valor médio de R$ 6,29. Ambos os preços estão acima dos registrados em todas as outras capitais brasileiras.

A alta é atribuída, principalmente, a fatores logísticos, como o transporte fluvial, a distância dos grandes centros de distribuição e a carga tributária estadual. Esses elementos impactam diretamente o custo final repassado ao consumidor.

“Antes eu abastecia com etanol porque era mais barato, agora não compensa mais”, relatou a professora Carla Souza, que utiliza o carro diariamente para se deslocar ao trabalho na cidade.

No ranking das capitais com a gasolina mais cara do país, Manaus aparece à frente de Boa Vista (R$ 6,98), Rio Branco (R$ 6,94), Belém (R$ 6,89) e Porto Velho (R$ 6,85). A diferença para Vitória, uma das capitais com menor preço médio (R$ 6,31), chega a R$ 0,78 por litro.

No caso do etanol, Manaus também lidera o ranking nacional, seguida por Rio Branco (R$ 6,09), Boa Vista (R$ 5,99), Belém (R$ 5,85) e Porto Velho (R$ 5,79). A diferença em relação a cidades do Sudeste pode chegar a quase R$ 2 por litro, tornando o etanol pouco competitivo frente à gasolina na capital amazonense.

Além dos altos preços, o mercado local de combustíveis também está sob investigação. Em outubro de 2025, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) ajuizou 33 ações civis públicas contra postos de Manaus suspeitos de formação de cartel e combinação de preços. As ações foram propostas pela 51ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon), após inquérito que apurou reajustes simultâneos e valores muito próximos entre estabelecimentos de diferentes zonas da cidade.

Segundo o Ministério Público, as investigações tiveram início a partir de denúncias de consumidores e do monitoramento contínuo das variações de preços, que apontaram aumentos sem justificativa econômica clara, como elevação de tributos ou custos operacionais.

Você também pode gostar

Editorias