Ciência e Tecnologia

Foto: Guilherme Fraga/CHS
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Nirsevimabe substitui gradualmente medicamento anterior e protege contra infecções causadas pelo vírus sincicial respiratório

As maternidades estaduais de Manaus começaram a aplicar o nirsevimabe, um anticorpo de dose única indicado para prevenir infecções causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em bebês. O medicamento passa a substituir gradualmente o palivizumabe, que exige aplicações mensais durante o período de circulação do vírus.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), a mudança amplia a proteção de crianças consideradas mais vulneráveis, como bebês prematuros e menores de dois anos com condições que aumentam o risco de complicações respiratórias.

O vírus sincicial respiratório é uma das principais causas de internação em crianças pequenas e pode provocar doenças como bronquiolite e pneumonia.

Segundo a diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), Tatyana Amorim, o novo medicamento oferece proteção imediata contra o vírus. Diferentemente das vacinas tradicionais, o nirsevimabe fornece anticorpos prontos ao organismo, ajudando a reduzir o risco de hospitalizações entre recém-nascidos e lactentes.

A gerente de Imunização da fundação, Angela Desirée, explicou que o reforço nas estratégias de prevenção ocorre porque o vírus costuma circular com maior intensidade durante o período de chuvas e inverno na região amazônica.

Ela acrescenta que a proteção contra o VSR também pode começar ainda na gestação, com vacina indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez.

No Instituto da Mulher Dona Lindu, em Manaus, a introdução do novo anticorpo foi precedida por treinamento das equipes que atuam na assistência neonatal, incluindo pediatras, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Neste primeiro momento, as doses do nirsevimabe serão disponibilizadas principalmente em maternidades de referência no atendimento a prematuros. A previsão é ampliar gradualmente a distribuição para hospitais com leitos obstétricos em toda a rede estadual.

Segundo o Ministério da Saúde, crianças que já iniciaram o esquema de prevenção com palivizumabe devem concluir o tratamento com o mesmo medicamento. Já os novos pacientes passarão a receber o nirsevimabe.

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