Trânsito e Transporte

Foto: Raolin Magalhães/Rede Amazônica
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Em Manicoré, nível do rio está em 2,16 metros — acima do registrado no ano passado, mas ainda exige atenção redobrada de quem depende do transporte fluvial

Mesmo com as chuvas isoladas dos últimos dias, o Sul do Amazonas já enfrenta os impactos da vazante dos rios. Em Manicoré, o Rio Madeira — um dos principais corredores de transporte da região Norte — apresenta níveis baixos, o que tem dificultado o tráfego de embarcações e alterado a rotina de quem depende da navegação fluvial.

“Tem que redobrar a atenção, ir bem devagarzinho pra não topar em alguma coisa”, alerta Matias Lima, prático e comandante de embarcação que atua na região.

Segundo dados da Marinha do Brasil, o nível atual do Rio Madeira é de 2,16 metros, bem acima da marca histórica registrada no mesmo período de 2024, quando o rio chegou a apenas 36 centímetros, interrompendo completamente a navegação. Apesar da melhora, as autoridades reforçam que o risco de encalhes e acidentes ainda é alto.

Comparativo do nível do Rio Madeira
📅 12/10/2024 — 0,36 m
📅 12/10/2025 — 2,16 m
📊 Fonte: Marinha do Brasil

De acordo com o capitão da Marinha, Alessandro Freitas dos Santos, foi emitida uma portaria com recomendações técnicas para garantir a segurança da navegação. “A portaria estabelece uma série de orientações com o objetivo de preservar a segurança, prevenir acidentes e proteger o meio ambiente”, explicou.

Para trabalhadores do setor, o desafio é manter os serviços ativos. O gerente de embarcação Cleiton Nascimento lembra que, no ano passado, precisou suspender as operações por causa da seca severa.

“Ano passado tivemos que parar. A seca foi muito forte e caiu bastante o número de fretes. A produção era pouca, mas mesmo assim, a gente segurou: não aumentou nem passagem e nem frete”, contou.

A navegação pelo Rio Madeira é essencial para o escoamento da produção agrícola e o transporte de passageiros na Amazônia. Com a estiagem cada vez mais intensa, o cuidado dos navegadores precisa ser constante para evitar acidentes e garantir que o rio continue sendo uma via de vida para milhares de pessoas.

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