Ciência e Tecnologia

Foto: Marcello Casal jr / Agência Brasil
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Acordo com o Ministério Público prevê fiscalização ativa, bloqueio de contas e multas milionárias

A Meta firmou um acordo judicial com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) para reforçar a proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais.

Pelo acordo, a empresa se compromete a identificar de forma proativa perfis que configurem trabalho infantil artístico sem autorização judicial ou outras formas de exploração no ambiente digital.

A medida atinge plataformas como Facebook, Instagram e Threads.

Como vai funcionar a fiscalização

Segundo o MPT, a verificação será periódica e levará em conta critérios como:

  • Presença de crianças ou adolescentes como protagonistas do conteúdo
  • Perfis com grande alcance (a partir de 29 mil seguidores)
  • Atividade recente nas plataformas

Caso sejam encontradas irregularidades, os responsáveis terão até 20 dias para apresentar autorização judicial. Se isso não ocorrer, a conta será bloqueada no Brasil em até dez dias.

Multas e punições

O acordo também prevê punições rigorosas em caso de descumprimento:

  • Multa de R$ 100 mil por criança ou adolescente em perfis irregulares não bloqueados
  • Multa de R$ 300 mil por descumprimento de outras obrigações
  • Pagamento de R$ 2,5 milhões a fundos de proteção à infância

Além disso, a Meta deverá criar canais de denúncia para usuários e órgãos de proteção e desenvolver sistemas mais seguros de verificação de idade, sem depender apenas da autodeclaração.

Outra exigência é restringir imediatamente o acesso de menores de 18 anos a programas de monetização direta nas plataformas.

O objetivo, segundo o MPT, é estabelecer regras mais rígidas para combater a exploração infantil no ambiente digital e ampliar a proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais.

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