Participação feminina no universo dos jogos cresce e impulsiona novas profissionais na área de tecnologia
Por muito tempo, o videogame foi visto como um hobby predominantemente masculino. Nos últimos anos, porém, esse cenário mudou. Hoje, as mulheres já representam 53,2% do público gamer no Brasil, segundo dados da Pesquisa Game Brasil (PGB).
O crescimento da presença feminina no universo dos jogos também se reflete no Amazonas, onde, além de consumidoras, muitas mulheres passam a atuar na criação e no desenvolvimento de tecnologia voltada ao setor.
Entre os nomes que se destacam está a gamer e desenvolvedora amazonense Isabelly Rohana, de 31 anos, que atua há mais de uma década na área. Segundo ela, o primeiro contato com os jogos aconteceu ainda na infância.
“Meus pais me deram meu primeiro videogame, um Super Nintendo. Eu e minha irmã sempre jogávamos juntas Donkey Kong e Star Fox. A ideia de criar jogos surgiu mais tarde, no ensino médio, quando tive meu primeiro contato com programação”, relembra.
Ao longo da carreira, Isabelly trabalhou em diferentes áreas da tecnologia antes de se especializar no desenvolvimento de jogos.
“No início atuei com aplicativos, sites, pesquisa de dados e testes de software. Depois percebi que os jogos eram a área que mais me interessava e comecei a me aprofundar no desenvolvimento de games”, conta.
Entre os projetos marcantes de sua trajetória está o jogo Do Not Disturb, desenvolvido durante uma competição global e premiado internacionalmente. Ela também participou do desenvolvimento do jogo Regrow e atuou na adaptação de jogos para diferentes plataformas.
Essa experiência permitiu que colaborasse com grandes empresas do setor, como Nintendo, Xbox e PlayStation.
Mercado em expansão
No Amazonas, o crescimento do mercado gamer também é impulsionado por iniciativas que estimulam a cultura dos jogos e o acesso à tecnologia. Empresas do setor têm investido em equipamentos de alto desempenho, consoles de última geração e montagem personalizada de computadores para jogos.
Além disso, eventos voltados para a comunidade gamer têm ajudado a fortalecer o ecossistema local, reunindo jogadores, criadores de conteúdo e fãs da cultura geek.
Incentivo às mulheres
Com o objetivo de ampliar a participação feminina na área, Isabelly criou a comunidade Manas Game Dev, voltada para mulheres que trabalham ou desejam atuar no desenvolvimento de jogos.
“É um espaço para tirar dúvidas, compartilhar experiências e conhecer outras criadoras de jogos”, explica.
Para ela, iniciativas como essa ajudam a fortalecer o setor de tecnologia e incentivar novas profissionais.
“Estudem bastante sobre criação de jogos, mas também se divirtam nesse processo. O mercado é exigente e está sempre mudando com novas tecnologias, então é importante continuar aprendendo”, aconselha.



