Philip Fearnside é o brasileiro mais citado em ecologia e biologia evolucionária, segundo plataforma internacional
O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Philip Fearnside, foi reconhecido internacionalmente pelo impacto de sua produção científica. Segundo a plataforma Research.com, ele ocupa o primeiro lugar no Brasil em número de citações na área de ecologia e biologia evolucionária.
Dados da plataforma Google Citations apontam que o pesquisador acumula 62.466 citações na literatura científica e possui índice h de 119, indicador que demonstra que pelo menos 119 de seus trabalhos foram citados 119 vezes ou mais.
Especialista em Amazônia, mudanças climáticas e conservação ambiental, Fearnside afirma que o reconhecimento vai além dos indicadores acadêmicos e demonstra a contribuição das pesquisas desenvolvidas no Inpa para o avanço do conhecimento científico e para a formulação de políticas públicas voltadas à região amazônica.
A trajetória do pesquisador reúne diversos reconhecimentos nacionais e internacionais. Em 1994, ele passou a integrar a lista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) de pesquisadores de maior produtividade científica. Em 2004, foi escolhido pela revista Veja como um dos “12 Melhores Brasileiros” pelo impacto de sua produção acadêmica.
Pesquisador nível 1A do CNPq e membro da Academia Brasileira de Ciências, Fearnside possui 884 artigos científicos e 891 textos de divulgação publicados.
Entre os principais reconhecimentos recebidos ao longo da carreira, destacam-se a indicação, em 2006, como o segundo cientista mais citado do mundo na área de aquecimento global pelo Thomson ISI; o sétimo pesquisador mais citado em desenvolvimento sustentável em 2011; e o pesquisador mais influente do Brasil em ecologia, em 2020, e em mudanças climáticas, em 2021.
Além da produção científica, Fearnside mantém um site que reúne mais de cinco décadas de pesquisas sobre a Amazônia, disponibilizando artigos, relatórios técnicos e materiais sobre temas como mudanças climáticas, biodiversidade, hidrelétricas, povos indígenas e conservação ambiental, com o objetivo de ampliar o acesso ao conhecimento científico.



