Presidente da estatal cita novas fronteiras de exploração e anuncia 22 poços em Urucu, no Amazonas, entre os investimentos previstos
A Petrobras prevê manter a produção de petróleo e derivados em patamar elevado pelo menos até a metade da próxima década. A informação foi dada pela presidente da estatal, Magda Chambriard, nesta segunda-feira (21), durante a abertura da ROG.e 2026, no Rio de Janeiro.
Segundo Magda, a companhia pretende ampliar as fronteiras de exploração para sustentar a produção brasileira nos próximos anos. O Plano de Negócios 2026-2030 da Petrobras prevê pico de produção de petróleo de 2,7 milhões de barris por dia em 2028.
“Nossa produção é crescente e permanecerá em alto patamar pelo menos até a metade da próxima década. E, olhando para frente, seguimos ampliando as fronteiras que vão sustentar a produção brasileira nas próximas décadas”, afirmou.
A ROG.e é realizada até quinta-feira (24), no Rio de Janeiro, e reúne empresas e representantes do setor de petróleo, gás e energia. A Petrobras é patrocinadora master do evento.
Amazonas terá 22 novos poços em Urucu
O Amazonas está entre as áreas incluídas nos planos de expansão da produção. A Petrobras anunciou investimentos de R$ 2,5 bilhões para a perfuração de 22 novos poços na Província Petrolífera de Urucu, em Coari, entre 2026 e 2030.
O projeto também prevê cerca de 40 quilômetros de novas linhas de escoamento. A expectativa informada pela companhia é ampliar a produção em aproximadamente 4,4 mil barris de petróleo por dia, além do volume atualmente extraído na região.
Na Margem Equatorial, a Petrobras prevê investir US$ 2,5 bilhões e perfurar 15 novos poços entre 2026 e 2030.
Durante a abertura do evento, Magda também citou o avanço das atividades na Margem Equatorial, no Amapá, além de projetos na Bacia de Pelotas, no Rio Grande do Sul, e contratos para exploração na Costa do Marfim.
Petrobras quer ampliar produção de diesel
A presidente também afirmou que uma nova meta deverá constar no Plano de Negócios 2027-2031: tornar o Brasil autossuficiente em diesel.
Atualmente, segundo Magda, a Petrobras responde por cerca de 70% do diesel consumido no país. A meta atual é elevar essa participação para 90%.
A presidente relacionou a discussão sobre segurança energética ao cenário internacional e aos conflitos que têm afetado o mercado de petróleo e combustíveis.
Transição energética continua nos planos
Apesar da estratégia de ampliar a produção de petróleo e gás, a Petrobras afirma que mantém investimentos relacionados à transição energética. O Plano de Negócios 2026-2030 prevê US$ 109 bilhões em investimentos, com projetos de petróleo e gás e iniciativas de baixo carbono.
Magda afirmou que a companhia pretende ampliar pesquisas e desenvolver projetos envolvendo combustíveis sintéticos, biocombustíveis, hidrogênio de baixo carbono, armazenamento de energia e outras tecnologias.
Segundo a presidente, a estratégia é conciliar a produção de petróleo e gás com a redução das emissões e a ampliação do acesso à energia.
“Para nós, a transição energética precisa ser justa, precisa caber no povo. Mas descarbonizar a economia sem perder confiabilidade, estabilidade econômica e universalização do acesso à energia”, afirmou.



