Política e Economia

Foto: Sinteam/Divulgação
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Serviço da Hapvida ficou parado por falta de repasses; sindicato cobra prioridade em casos graves e mantém mobilização

O plano de saúde dos servidores da Seduc (Secretaria de Estado de Educação do Amazonas) foi restabelecido nesta terça-feira (7), conforme informou o Sinteam (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas).

O atendimento médico pela operadora Hapvida estava suspenso desde o dia 2 de abril e, segundo o sindicato, afetou pacientes oncológicos, gestantes em pré-natal e trabalhadores que fazem psicoterapia. A causa da interrupção foi a falta de pagamento à empresa de saúde.

O restabelecimento ocorreu um dia após o Sinteam anunciar que acionaria a Justiça para garantir o serviço. A entidade também solicitou prioridade no atendimento de casos mais graves, incluindo crianças neurodivergentes que dependem de terapias contínuas.

Na segunda-feira (6), trabalhadores da educação realizaram protesto em frente à sede do governo do Estado, em Manaus, cobrando a retomada do atendimento e o pagamento da data-base da categoria, vencida em 1º de março.

Segundo o sindicato, a suspensão do plano está relacionada à falta de repasses do governo estadual à Hapvida. O Sinteam afirma que oito parcelas não foram pagas, somando R$ 52 milhões.

A presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, destacou que esta foi a quarta vez que o atendimento foi interrompido por atraso nos pagamentos. Ela também ressaltou que a suspensão ocorre em meio ao aumento de afastamentos por problemas de saúde mental entre servidores da educação. Dados da Junta Médica Estadual indicam que, somente em 2025, 6.735 profissionais da Seduc foram afastados por esse motivo.

Apesar do restabelecimento do serviço, a categoria mantém a mobilização.

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