Ciência e Tecnologia

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Dados do Inpe mostram redução de mais de 1.200 para 250 focos de calor; queda contribuiu para melhorar a qualidade do ar em Manaus

O número de focos de queimadas no Amazonas caiu 79,2% ao longo de outubro, segundo levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os registros passaram de mais de 1.200 focos na primeira semana do mês para 250 no levantamento mais recente, indicando uma redução das ocorrências de incêndios no estado.

Os dados são obtidos por meio de imagens de satélite e painéis de monitoramento utilizados para acompanhar a distribuição dos focos de calor e orientar as equipes de combate às queimadas.

Entre os dias 5 e 12 de outubro, o Inpe contabilizou mais de 1.200 focos no território amazonense. Na semana seguinte, o número caiu para 549 ocorrências. No levantamento mais recente, o total chegou a 250 registros.

Redução melhora qualidade do ar

No início do mês, a concentração de queimadas provocou a formação de densas nuvens de fumaça que encobriram Manaus, municípios da Região Metropolitana e cidades do interior. A situação afetou a qualidade do ar, aumentou a preocupação com problemas respiratórios e levou à suspensão temporária das aulas presenciais em unidades das redes pública e federal de ensino.

Com a diminuição dos focos de incêndio, a qualidade do ar também apresentou melhora. Após semanas de condições classificadas como muito ruins e insalubres, os índices passaram para a categoria moderada.

Apesar do cenário mais favorável, a redução das queimadas não elimina o risco de novos episódios de fumaça. A dispersão dos poluentes depende de fatores meteorológicos, como a ocorrência de chuvas e a direção dos ventos.

Monitoramento continua em novembro

O acompanhamento dos focos de calor deve continuar em novembro, período que marca o início do inverno amazônico. A previsão de chuvas, porém, exige atenção diante da influência do fenômeno El Niño, que pode contribuir para condições de precipitação abaixo da média.

O monitoramento por satélite permite identificar áreas com novos focos de calor e auxilia o planejamento das operações de combate. As autoridades seguem acompanhando as condições ambientais para avaliar possíveis mudanças no cenário das queimadas no Amazonas.

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