Ream aponta fatores internacionais e diz que não define sozinha os preços na região
A Refinaria da Amazônia (Ream) divulgou um comunicado nesta sexta-feira (20) para rebater críticas recentes sobre o aumento dos preços dos combustíveis no Amazonas.
Segundo a empresa, a alta não é causada apenas por fatores locais, mas está ligada a um cenário internacional, incluindo tensões geopolíticas no Oriente Médio, que impactaram a oferta de petróleo e derivados no mercado global.
Participação no abastecimento
A refinaria destacou que não atua de forma isolada na formação dos preços dos combustíveis.
De acordo com a Ream:
- A empresa fornece cerca de 30% do volume comercializado nos postos do Amazonas
- Na região Norte, a participação é de aproximadamente 5%
- O restante é suprido por outros agentes, como a Petrobras, importadores e operadores logísticos
A empresa afirma que essa divisão demonstra que o preço final depende de diversos atores do mercado.
Questão técnica do refino
Outro ponto abordado no comunicado foi o baixo nível de refino local, alvo de críticas nos últimos dias.
A Ream informou que a refinaria está em operação, mas não produz diretamente gasolina e diesel rodoviário. Segundo técnicos da empresa, o petróleo extraído da base de Urucu, em Coari, não possui características adequadas para a produção desses combustíveis.
Por isso, parte significativa dos insumos e produtos finais precisa ser importada, o que também influencia os preços.
Debate segue aberto
O posicionamento da empresa ocorre em meio à pressão de órgãos de defesa do consumidor e representantes políticos sobre os valores praticados no estado.
A discussão envolve não apenas fatores internacionais, mas também a estrutura de produção, logística e concorrência no mercado regional de combustíveis.
Confira abaixo o comunicado:





