Política e Economia

Foto: Divulgação
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Pesquisa da Serasa mostra que 39% fazem atividades complementares regularmente e 28% buscam sair das dívidas

A renda extra já faz parte da rotina financeira de muitos brasileiros. Uma pesquisa da Serasa, realizada pelo Instituto Opinion Box, aponta que 39% dos entrevistados realizam atividades complementares regularmente, enquanto 21% fazem isso ocasionalmente. Para 59%, essa fonte de ganhos se tornou permanente.

O levantamento também mostra que a busca por dinheiro adicional está relacionada à realização de projetos pessoais e à conquista de autonomia. Para 72% dos participantes, fazer renda extra traz a sensação de estar “construindo algo seu”. Já 67% associam a atividade à possibilidade de conquistar maior independência financeira e pessoal.

Entre os entrevistados, 17% veem a renda extra como uma oportunidade para realizar sonhos, enquanto 13% consideram a atividade uma porta de entrada para abrir o próprio negócio. Além disso, 28% afirmam que buscam esses ganhos para sair das dívidas.

Ganhos complementam o orçamento

Sete em cada dez entrevistados concordam que depender de renda extra está cada vez mais comum no Brasil. O resultado acompanha a percepção de que essa fonte de recursos deixou de ser uma solução temporária para se tornar parte do planejamento financeiro.

Entre as pessoas que realizam atividades complementares, 58% recebem até R$ 1 mil por mês com esses trabalhos, enquanto 20% ganham mais de R$ 2 mil. Para 58,5%, os valores recebidos estão dentro das expectativas.

A especialista em educação financeira da Serasa, Aline Vieira, destaca que a renda extra pode atender a diferentes necessidades, mas exige planejamento.

“Renda extra pode ser uma alternativa para diferentes objetivos, desde complementar o orçamento até viabilizar um projeto pessoal. Mas é importante olhar para essa decisão de forma realista, considerando tempo disponível, custos, organização e o retorno esperado. Não existe uma fórmula única e nem sempre será possível ou necessário buscar uma segunda fonte de renda”, afirma.

Falta de tempo e dinheiro são desafios

Apesar das oportunidades, começar uma atividade complementar também envolve dificuldades. A falta de dinheiro e a falta de tempo aparecem entre os principais obstáculos, citadas por 37,9% dos entrevistados cada.

A carga de trabalho excessiva no emprego principal foi mencionada por 26,3%, seguida pela falta de oportunidades, com 24,7%, e pela concorrência elevada, apontada por 24,1%. Já 16,4% relatam dificuldade para divulgar a atividade.

A pesquisa também identificou problemas relacionados à organização financeira e à estabilidade dos ganhos. Enquanto 13,9% apontam a falta de planejamento como obstáculo, 18,4% destacam a irregularidade dos rendimentos.

Os dados mostram que, embora a renda extra possa ajudar a equilibrar as contas e viabilizar objetivos pessoais, a escolha da atividade precisa considerar os custos envolvidos, o tempo disponível e a expectativa de retorno.

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