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Foto: NOAA
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Relatório da NOAA aponta 82% de probabilidade de formação do fenômeno entre maio e julho; efeitos devem se intensificar até o fim do ano

Manaus — O clima global deve passar por transformações severas nos próximos meses. Em relatório divulgado nesta segunda‑feira (18), a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) elevou para 82% a probabilidade de formação do El Niño já no trimestre de maio a julho. Os dados de satélite indicam aquecimento rápido e incomum das águas do Pacífico equatorial, com chance superior a 90% de consolidação até o fim de 2026.

Super El Niño e calor recorde

Os modelos meteorológicos apontam risco de anomalias térmicas acima de 2°C da média histórica, o que aumenta para 67% a probabilidade de um evento classificado como “forte” ou “muito forte” — o chamado Super El Niño. Cientistas alertam que o fenômeno deve intensificar ondas de calor fora de época e consolidar 2027 como o ano mais quente já registrado.

Norte e Nordeste sob risco de seca

No Brasil, os impactos serão polarizados. As regiões Norte e Nordeste enfrentam risco de estiagem histórica, com projeções de:

  • Estresse hídrico severo em vegetações e solos;
  • Crise na navegação, devido à queda rápida no nível dos rios;
  • Aumento crítico de queimadas;
  • Prejuízos econômicos, com ameaça ao abastecimento de água e à produção agropecuária.

Sul em alerta para enchentes

Na contramão, os estados da Região Sul devem enfrentar excesso de chuvas. O aquecimento do Pacífico altera a circulação dos ventos e cria um corredor de umidade sobre a região. O prognóstico indica maior frequência de tempestades severas, granizo e chuvas contínuas, elevando o risco de inundações históricas em áreas urbanas e ribeirinhas.

Defesa Civil em ação

Diante do cenário, órgãos governamentais já iniciaram a revisão dos planos de contingência e evacuação. A Defesa Civil reforça a necessidade de preparação urgente para minimizar os impactos humanitários em áreas vulneráveis.

Esse quadro reforça a gravidade da crise climática e a necessidade de políticas públicas voltadas à adaptação e mitigação dos efeitos extremos que o El Niño deve provocar no Brasil.

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