Expansão do setor reforça compromisso com segurança e qualidade no transporte intermunicipal
O ttransporte rodoviário intermunicipal no Amazonas vive um momento de expansão. O número de empresas que atuam no setor cresceu mais de 30% no primeiro trimestre de 2025, revelando não apenas a vitalidade da mobilidade terrestre no Estado, mas também um movimento estratégico de diversificação nas opções de deslocamento entre os municípios. Para a população, isso se traduz em mais alternativas de transporte, com potencial de melhora na qualidade, e nos preços e na conectividade regional.
Esse avanço está diretamente ligado ao crescente interesse de operadores privados em atender a uma demanda reprimida por modais rodoviários. A possibilidade de ampliação futura com a definição do traçado e da pavimentação da BR-319, por exemplo, tende a tornar o setor ainda mais dinâmico, abrindo novas rotas e fortalecendo a logística intermunicipal.
Os dados oficiais da Arsepam (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Estado do Amazonas) mostram que, entre janeiro e março deste ano, foram cadastradas 39 empresas e 341 veículos em operação nas três modalidades de transporte fiscalizadas – números bem superiores ao mesmo período de 2024, quando fora registradas 30 empresas e 181 veículos. O crescimento é de 30% no número de empresas e quase 90% na frota regularizada.
Segundo o diretor-presidente da Arsepam, Ricardo Lasmar, o crescimento reflete uma reorganização positiva do setor. “Esse avanço mostra que o transporte rodoviário intermunicipal está respondendo aos esforços de regulação, fiscalização e incentivo à formalização. Nosso objetivo é garantir que a população viaje com segurança, conforto e em veículos legalmente autorizados”, afirmou.
Modalidades em destaque
O segmento que mais chamou atenção foi o fretamento eventual e contínuo, que saltou de 23 empresas e 98 veículos em 2024 para 29 empresas e 179 veículos este ano. Um aumento de mais de 26% no número de empresas e praticamente o dobro na frota.
O fretamento tipo 2, operado por táxis vinculados a associações, também apresentou novidade relevante: em 2024, não havia registros de empresas nessa categoria; agora, já são quatro operadoras com 99 veículos autorizados. Esse modelo é uma alternativa interessante, especialmente em trajetos mais curtos e frequentes, funcionando com destinos fixos e estruturas semelhante à de linhas regulares, mas com regulamentação específica.
Por outro lado, o serviço regular, que atua com horários fixos e tarifas definidas, teve leve recuo, passando de sete empresas e 83 veículos em 2024 para seis empresas e 63 veículos neste ano. A queda foi provocada pela exclusão de uma operadora que não atendia os critérios mínimos de qualidade exigidos pela Arsepam.
Infraestrutura e potencial logístico
O cenário de crescimento das empresas também coloca em evidência a importância da infraestrutura rodoviária para sustentar e ampliar esse movimento. A definição e futura consolidação da BR-319, por exemplo, é considerada estratégica. Além de interligar Manaus ao restante do país por terra, a rodovia abrirá espaço para mais fluxos intermunicipais, reduzindo distâncias, custos logísticos e fortalencendo o desenvolvimento regional.
No Amazonas, o transporte intermunicipal rodoviário é dividido em três modalidades: O Serviço Regular, que atende as linhas fixas entre municípios com tarifas controladas; o Fretamento, que pode ser eventual (para excursões) ou contínuo (voltado ao transporte de funcionários); e o Fretamento Tipo 2, com viagens diárias operadas por táxis associados.
A consolidação desse crescimento mostra que a malha rodoviária amazonense está entrando em uma nova fase. O desafio agora é garantir que a ampliação da oferta caminhe junto com qualidade, fiscalização e infraestrutura para que a mobilidade seja, de fato, uma ferramenta de inclusão e, desenvolvimento para todos os municípios do Estado.
Fonte: Jornal do Comercio; Caubi Cerquinho



