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Projeto pioneiro inicia produção de fitoterápicos para o SUS e vai beneficiar população e estudantes de Farmácia

O laboratório, inaugurado nesta terça-feira (29) no campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), vai produzir medicamentos fitoterápicos a partir de plantas medicinais da floresta, para distribuição em unidades de saúde do SUS. O projeto é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Manaus e a universidade, com recursos de emendas parlamentares.

A iniciativa alia o conhecimento tradicional à ciência e à formação de novos farmacêuticos. Segundo o reitor da Ufam, professor Sylvio Puga, o projeto reforça o compromisso da universidade com a sociedade. “A Ufam sozinha não vai alcançar seus objetivos. As instituições precisam trabalhar em conjunto para que a sociedade possa florescer”, disse. Ele destacou ainda que a Farmácia Viva é a realização de um sonho antigo da Faculdade de Farmácia. “Estamos fazendo história. Esse é o primeiro curso de Farmácia do Amazonas, e hoje concretiza um projeto que une ensino, pesquisa e benefício direto à população.”

Inicialmente, serão distribuídos quatro medicamentos fitoterápicos: anador (para gripes e resfriados), capim-santo (calmante), marupazinho (uso gastrointestinal) e açafrão (anti-inflamatório). A produção é feita no laboratório da Ufam e as plantas medicinais são cultivadas com apoio da Escola Agrícola Rainha dos Apóstolos e da Embrapa.

A secretária municipal de Saúde, Shádia Fraxe, ressaltou que a iniciativa se conecta a uma nova proposta de economia sustentável: “A bioeconomia é uma alternativa além da Zona Franca, que alia crescimento à preservação ambiental. Estamos usando o conhecimento da floresta aliado à ciência e à inovação.”

O prefeito David Almeida afirmou que a Farmácia Viva faz parte do plano de mudanças climáticas e sustentabilidade da capital. “Estamos vivendo os efeitos das mudanças climáticas e precisamos valorizar o potencial farmacêutico da nossa floresta. Essa iniciativa vai muito além da saúde. É uma política pública que olha para o futuro”, disse.

Para os estudantes, o laboratório será também um espaço de formação prática. “O impacto acadêmico é enorme”, afirmou a professora Marne Vasconcelos, coordenadora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas. “Os alunos vão aprender desde o cultivo da planta até a dispensação do medicamento, com toda a cadeia produtiva envolvida. Isso muda a formação profissional, insere os estudantes em uma realidade concreta de produção e atendimento à população.” Ela também destacou a participação dos professores no desenvolvimento do projeto: “Todos estão contribuindo com seus saberes para que a Farmácia Viva se torne referência”.

As primeiras unidades a receberem os medicamentos são:

  • CAPS Benjamin Matias
  • USF Carmen Nicolau
  • USF Fábio Couto
  • USF Parque das Tribos
  • UBS Rural Ephigênio Salles

Além da distribuição, médicos da rede municipal serão capacitados para prescrever os fitoterápicos com segurança e de acordo com os protocolos do Ministério da Saúde.

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