Política e Economia

Foto: Agência Brasil
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Incidente ocorreu em sistema do Judiciário que acessa informações financeiras. CNJ e Banco Central negam exposição de senhas ou valores

Mais de 11 milhões de chaves Pix tiveram dados cadastrais expostos, segundo comunicado divulgado na noite de quarta-feira (23) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O vazamento aconteceu no Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), ferramenta que conecta magistrados ao Banco Central (BC) para acesso a informações financeiras em processos judiciais.

De acordo com o CNJ e o BC, os dados acessados indevidamente foram:

  • Nome da pessoa
  • Chave Pix
  • Nome do banco
  • Número da agência
  • Número da conta

O incidente ocorreu entre os dias 21 e 22 de julho e, segundo o CNJ, foi rapidamente corrigido. Os órgãos reforçaram que não houve exposição de dados sensíveis, como senhas, saldo bancário ou movimentações financeiras.

Segundo as instituições, as informações expostas são de natureza cadastral e não permitem movimentação de recursos nem acesso às contas.

Ferramenta de consulta será criada

O CNJ informou que irá disponibilizar um canal de consulta online para que os cidadãos possam verificar se tiveram seus dados incluídos na exposição. Esse canal será divulgado em breve no site oficial do conselho: www.cnj.jus.br.

O órgão alertou que não fará contato direto com os afetados, por e-mail, mensagens, ligações ou SMS.

Transparência

O Banco Central destacou que, embora a legislação não obrigue a notificação por se tratar de dados não sigilosos, decidiu divulgar o incidente por transparência. A autarquia também prometeu detalhar o caso em sua página oficial sobre vazamentos do Pix, criada para dar publicidade a ocorrências semelhantes desde o início do sistema.

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