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Obra Gesto de Reconhecer, da artista Juliana Lama - Foto: Divulgação
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Mostra reúne mais de 30 obras e propõe um olhar contemporâneo sobre o cocar e sua relação com identidade e ancestralidade

A galeria de arte da Valer Teatro abre, a partir desta sexta-feira (20), a exposição “Reflexões Amazônicas”, que reúne mais de 30 obras de artistas visuais da região. A mostra será realizada no Largo de São Sebastião, no Centro de Manaus, com visitação até o dia 10 de julho.

Inspirada na coleção editorial da Editora Valer, a exposição propõe uma reflexão contemporânea sobre o cocar, símbolo marcante das culturas indígenas da Amazônia. O espaço foi transformado em um ambiente sensorial e artístico que conecta identidade, memória e ancestralidade.

Segundo o diretor-geral da Valer Teatro, Isaac Maciel, a iniciativa busca valorizar a arte regional e fortalecer a relação cultural da população com o objeto.

“Temos diversos povos indígenas na Amazônia e, em sua maioria, o cocar sempre se faz presente. Esta é uma exposição que trará reflexões e uma conexão ainda maior com esse objeto de arte produzido pelos povos indígenas”, afirmou.

A produção, curadoria e expografia são assinadas pela Manaus Amazônia Galeria de Arte, reunindo artistas indígenas e não indígenas que exploram o tema por diferentes linguagens e técnicas.

Na mostra, o cocar é apresentado não apenas como adorno, mas como elemento carregado de significados culturais. A proposta é ampliar a percepção do público sobre o objeto, destacando suas dimensões simbólicas ligadas ao pertencimento e à história dos povos originários.

A apresentação da exposição é assinada pelo professor e pesquisador indígena Ytanajé Cardoso, do povo Munduruku, que ressalta o valor espiritual, estético e reflexivo do cocar.

“O cocar é um dos símbolos mais expressivos dos povos indígenas, com dimensões espirituais, estéticas e reflexivas presentes em sua história”, destacou.

Para o diretor da galeria, Carlysson Sena, a mostra convida o público a olhar além do senso comum.

“A proposta é refletir sobre o cocar como expressão de identidade e memória. As obras estarão à venda para que essas reflexões também possam ocupar outros espaços”, afirmou.

A exposição reúne artistas como Alessandro Hipz, Dhiani Pa’saro, Duhigó, Juliana Lama, Lino Mura, Monik Ventilari e Sãnipã, que apresentam múltiplas interpretações sobre o tema, transitando entre arte urbana, tradições indígenas e linguagens contemporâneas.

A visitação ocorre de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 8h às 22h, na Rua José Clemente, 600, no Centro da capital amazonense.

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