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Foto: Reprodução
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Primeiro alerta de cheias de 2026 indica risco elevado; previsão aponta cheia dentro da normalidade, segundo pesquisadores

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulgou nesta terça-feira (31) o 1º Alerta de Cheias do Amazonas de 2026, prevendo que os rios devem ultrapassar as cotas de inundação em Manaus e Manacapuru durante o período de cheia deste ano. O boletim foi apresentado com cerca de 75 dias de antecedência, permitindo o planejamento de ações preventivas pelas Defesas Civis estadual e municipais.

De acordo com o órgão, há baixa probabilidade de inundação em Itacoatiara e Parintins. Os próximos boletins estão previstos para os dias 30 de abril e 29 de maio.

Previsões por município

  • Manaus: Rio Negro deve atingir cerca de 28,3 m (variação entre 27,55 m e 29,07 m). Probabilidade de ultrapassar a cota de inundação (27,50 m) é de 92%. O risco de alcançar a cota severa (29 m) é de 12%, e de superar a marca histórica de 30,02 m (2021) é de apenas 1%.
  • Manacapuru: Rio Solimões deve chegar a 19,40 m (entre 18,59 m e 20,21 m). Probabilidade de ultrapassar a cota de inundação (18,20 m) é de 98%. Para a cota severa (19,60 m), a chance é de 37%, e de superar o recorde de 20,86 m (2021) é inferior a 1%.
  • Itacoatiara: Rio Amazonas pode atingir 13,90 m (entre 13,42 m e 14,39 m). Probabilidade de alcançar a cota de inundação (14 m) é de 39%. Para a cota severa (14,20 m), a chance é de 20%, e de superar a máxima histórica (15,20 m) é menor que 1%.
  • Parintins: Previsão de 8,16 m (entre 7,65 m e 8,67 m). Probabilidade de atingir a cota de inundação (8,43 m) é de 24%. Chances de alcançar níveis severos (9,30 m) ou superar o recorde histórico (9,47 m) são inferiores a 1%.

Segundo o pesquisador André Martinelli, gerente de Hidrologia e Gestão Territorial da Superintendência Regional de Manaus, apesar das previsões para Manaus e Manacapuru, o cenário indica uma cheia dentro da normalidade. Ele explicou que o ciclo 2025/2026 apresentou forte variabilidade, inicialmente influenciado pelo fenômeno La Niña, mas desde janeiro entrou em fase de neutralidade ENOS, trazendo os níveis para valores próximos da média.

Dados atualizados sobre os níveis dos rios podem ser acompanhados em tempo real pela plataforma do Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE).

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