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Foto: Divulgação
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Em 2025, foram 351 registros em crianças menores de um ano; maioria das mães não concluiu tratamento durante a gestação

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informou que Manaus registrou 351 casos de sífilis congênita em 2025 e já contabiliza 66 novos diagnósticos em 2026. O dado preocupa porque 90,5% das mães dos bebês não fizeram ou não concluíram corretamente o tratamento durante a gestação.

A sífilis congênita é transmitida da mãe para o bebê durante a gravidez ou no parto. Sem tratamento, pode causar aborto, parto prematuro, morte do recém-nascido e sequelas graves, como cegueira, surdez e deficiência intelectual.

Diagnóstico tardio

Segundo o boletim epidemiológico de 2026, muitos casos são identificados fora do pré-natal:

  • 38,7% durante o pré-natal
  • 55,5% apenas no parto ou curetagem
  • 4,6% após o parto
  • 1,2% sem registro de diagnóstico

Entre 2020 e 2025, foram 1.926 casos registrados na capital.

Medidas de enfrentamento

Para conter a transmissão vertical (de mãe para bebê), a Prefeitura criou em 2025 o Comitê Municipal de Prevenção da Transmissão Vertical, que acompanha casos e propõe ações contra sífilis, HIV e hepatites B e C.

A enfermeira Ylara Enmily Costa, presidente do comitê, reforça a importância do diagnóstico precoce:

“O ideal é que o diagnóstico ocorra no primeiro trimestre, o que permite iniciar o tratamento e reduzir o risco de transmissão.”

A Semsa orienta que gestantes façam testes em diferentes fases da gravidez e iniciem o tratamento com penicilina benzatina o quanto antes, para evitar a transmissão ao bebê.

Esse cenário mostra como o fortalecimento do pré-natal e da informação às gestantes é essencial para reduzir os números da doença em Manaus.

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