Política e Economia

Foto: Divulgação
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Primeira edição fora de Manaus reúne mais de 130 estudos e atividades culturais

Parintins — O 9º Encontro de Estudos sobre Mulheres da Floresta (EmFlor) começou nesta quarta-feira (3) em Parintins e segue até o dia 5 de junho, marcando a primeira vez que o evento é realizado fora de Manaus. A edição reúne pesquisadores, professores e estudantes de diversos estados brasileiros, com 11 grupos de trabalho, 136 estudos inscritos, cinco minicursos, quatro mesas, duas rodas de conversa, dois painéis, além de exposições e atividades culturais.

A conferência de abertura, intitulada “As Mulheres, as ancestralidades e a crise climática”, será ministrada pela professora doutora e escritora Sony Ferseck, da Universidade Federal de Roraima (UFRR).

Tema central

O encontro deste ano discute “As mulheres, os Feminismos e a Questão Climática”, abordando os impactos da crise ambiental na vida das mulheres, especialmente em períodos de seca e enchente dos rios amazônicos.

Objetivos

  • Promover e divulgar pesquisas sobre gênero e masculinidades.
  • Reunir pesquisadoras/es do campo e da cidade em torno dos debates sobre crise climática.
  • Discutir os riscos enfrentados por mulheres ribeirinhas.
  • Facilitar o intercâmbio entre universidades brasileiras.

Importância do EmFlor

A criadora e coordenadora do Gepos/Ufam, professora doutora Iraíldes Caldas, destacou que realizar o encontro fora de Manaus é um desafio e uma experiência enriquecedora:

“O EmFlor se tornou referência e influenciou a região a pesquisar gênero, retirando as mulheres da invisibilidade e ampliando o objeto de estudo nos programas de pós-graduação e até em currículos de graduação.”

Em nove anos, o evento contribuiu para a implementação de políticas públicas voltadas às mulheres da floresta, como o Ater/Mulher do MDA e editais de aquisição de alimentos para a merenda escolar, contemplando agricultoras.

Com apoio da Fapeam, o EmFlor consolida-se como espaço de reflexão e ação, ampliando a visibilidade das mulheres amazônidas e fortalecendo o diálogo entre ciência, feminismo e sustentabilidade.

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