Política e Economia

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Cerimônia ocorre no sábado (26), em Roma; ex-presidente Dilma, ministros e parlamentares integram comitiva. Vice-presidente Alckmin assume como presidente em exercício

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca na noite desta quinta-feira (24) rumo ao Vaticano para participar do funeral do papa Francisco, que será realizado no sábado (26). Lula estará acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, e da cúpula dos Três Poderes, incluindo os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB); do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP); e do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso.

A comitiva também conta com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff, atual presidente do Banco dos Brics, do ex-chanceler Celso Amorim e de outros ministros e parlamentares. O funeral deve reunir diversos chefes de Estado, entre eles o ex-presidente norte-americano Donald Trump. Será a primeira vez que Trump e Lula estarão no mesmo ambiente, apesar da relação distante entre ambos.

O papa Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio, morreu aos 88 anos, na segunda-feira (21), após sofrer um acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca. Católico praticante, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) permanecerá no Brasil e assume a Presidência da República interinamente.

Encontros com o papa e laços com o Brasil

Em nota oficial, Lula lamentou a morte de Francisco e decretou luto de sete dias no país. O presidente lembrou os dois encontros que teve com o pontífice durante seu atual mandato, destacando a afinidade em temas como paz, justiça e combate à pobreza. “Fomos abençoados com a oportunidade de compartilhar nossos ideais”, declarou.

O primeiro encontro ocorreu em junho de 2023, no Vaticano. Já o segundo foi um ano depois, durante a cúpula do G7, na Itália. Em ambas as ocasiões, Lula e Francisco trocaram mensagens sobre um mundo mais justo e solidário. Em uma das visitas, o papa presenteou Lula e Janja com uma estátua de bronze com a inscrição: “A paz é uma flor frágil”.

Janja, por sua vez, encontrou o pontífice em três ocasiões, sendo a mais recente em fevereiro deste ano, quando esteve em Roma para um evento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida). Na ausência do presidente, que se recuperava de uma hemorragia intracraniana, a primeira-dama agradeceu pessoalmente ao papa pelas orações e falou sobre o impacto da pobreza na vida das mulheres.

Ainda em clima de devoção, o casal presidencial chegou a organizar uma missa na Capela do Palácio da Alvorada, pedindo orações pela saúde do líder religioso, que enfrentava uma pneumonia grave.

A cerimônia deste sábado será marcada pela presença de líderes globais e homenagens à trajetória de um dos papas mais influentes da história recente. Lula retorna ao Brasil no mesmo dia.

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