Educação

Foto: ABL/reprodução
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Autor consagrado, escritor destaca papel da literatura e da educação pública em discurso de posse no Academia Brasileira de Letras

O escritor Milton Hatoum, de 73 anos, tomou posse nesta sexta-feira (24) como imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), tornando-se o primeiro amazonense a integrar a instituição. Ele passa a ocupar a cadeira nº 6, vaga aberta após a morte do jornalista Cícero Sandroni.

Durante a solenidade, Hatoum destacou a importância da literatura como ferramenta de humanização e defendeu a educação pública como base para a formação crítica da sociedade.

“Enquanto houver vida neste mundo em chamas, haverá histórias a serem narradas, lidas e ouvidas”, afirmou o escritor em seu discurso, ressaltando o papel das artes e do imaginário na experiência humana.

Reconhecimento e trajetória

A recepção oficial foi conduzida pela escritora Ana Maria Machado, ocupante da cadeira nº 1 da ABL, que elogiou a profundidade e a sofisticação da obra de Hatoum. Já o presidente da instituição, Merval Pereira, destacou a relevância do autor no cenário literário nacional.

Com mais de meio milhão de exemplares vendidos e obras traduzidas para 17 países, Hatoum construiu uma carreira marcada por reconhecimento crítico e sucesso editorial.

Obras marcantes

Entre seus principais trabalhos está o romance Dois Irmãos, publicado em 2000, considerado um dos mais importantes da literatura brasileira contemporânea e posteriormente adaptado para minissérie pela TV.

O autor também assina títulos como Cinzas do Norte (2005) e a trilogia O Lugar Mais Sombrio, publicada entre 2018 e 2025.

Formação e carreira acadêmica

Arquiteto de formação e mestre em literatura latino-americana, Hatoum também teve atuação acadêmica relevante. Foi professor na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e lecionou em instituições internacionais como Berkeley e Sorbonne.

A entrada de Milton Hatoum na ABL marca não apenas um reconhecimento individual, mas também um momento simbólico para a literatura produzida na Amazônia, que passa a ganhar ainda mais visibilidade no cenário nacional.

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