Política e Economia

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Empresa prevê modernização da rede, combate a perdas de energia e ações para reduzir inadimplência e custos operacionais

A Âmbar Energia apresentou um plano de investimentos de R$ 2,3 bilhões para recuperar a Amazonas Energia e reduzir os problemas históricos da concessionária, que foi assumida pela companhia há cerca de dois meses com uma dívida superior a R$ 13 bilhões. As medidas incluem modernização da infraestrutura, combate ao furto de energia, renegociação de débitos e redução dos custos operacionais.

O plano, que será encaminhado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) até julho, prevê investimentos até 2028. Além dos recursos próprios, a empresa terá de aportar R$ 9,8 bilhões ainda neste mês para reduzir o passivo da concessionária, cujos juros chegam a aproximadamente R$ 250 milhões por mês.

Entre as principais ações está a substituição das redes de baixa tensão por cabos concêntricos blindados e a instalação de 40 mil medidores inteligentes. Atualmente, a Amazonas Energia entrega 1.106 GWh, mas fatura apenas 644 GWh, acumulando perdas de 41,83%, principalmente por ligações clandestinas.

Também estão previstas obras em 438 quilômetros de redes de baixa e média tensão e a conexão de mais de 11 mil novas unidades consumidoras até 2028, ampliando o atendimento em áreas ainda não contempladas.

Para enfrentar a inadimplência, a companhia informou ter avançado em acordos com o Governo do Amazonas e iniciado negociações com prefeituras do interior. A estratégia inclui parcelamento de dívidas, regularização de consumidores e campanhas com descontos para quitação de débitos.

Outro eixo do plano é a redução dos custos operacionais. A meta é diminuir as despesas em 11% neste ano e em 16% até 2030, por meio da revisão de contratos, racionalização de processos e aumento da produtividade. Segundo a empresa, somente em 2026 a economia prevista com contratos e compras de equipamentos deve alcançar R$ 100 milhões.

A expectativa da Âmbar é estabilizar os custos a partir de 2028 e recuperar a sustentabilidade financeira da distribuidora, considerada uma das mais deficitárias do país.

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