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Monitoramento identificou eventos raros após aplicação de mais de 500 mil doses, mas autoridades afirmam que ainda não há comprovação de relação entre a vacina e os casos graves

O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a aplicação da vacina Butantan-DV contra a dengue após identificar reações adversas raras em pessoas imunizadas. A medida é preventiva e visa aprofundar as investigações sobre 42 ocorrências registradas entre mais de 500 mil doses aplicadas no país.

Entre os casos notificados, três foram considerados graves e dois resultaram em mortes. No entanto, segundo o ministério, ainda não há comprovação de que os óbitos tenham sido causados pela vacina. As autoridades de saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) seguem apurando possíveis fatores associados aos episódios.

A orientação é que pessoas vacinadas nas últimas três semanas observem o estado de saúde por até 21 dias após a aplicação e procurem atendimento médico em caso de sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura ou sinais de desidratação.

De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 90% dos vacinados não apresentaram efeitos colaterais relevantes, e os eventos identificados representam 0,008% das aplicações. A pasta ressaltou que a detecção de sinais de alerta faz parte do sistema de farmacovigilância e não significa, por si só, que o imunizante deixou de ser seguro.

Desenvolvida pelo Instituto Butantan ao longo de cerca de duas décadas, a vacina foi aprovada pela Anvisa em dezembro de 2025 após estudos com mais de 11 mil voluntários. Os testes apontaram eficácia de aproximadamente 80% contra formas graves da doença.

Enquanto a investigação prossegue, o Sistema Único de Saúde continua oferecendo a vacina Qdenga para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O Ministério da Saúde e a Anvisa informaram que uma decisão sobre a retomada da aplicação da Butantan-DV dependerá das conclusões técnicas das análises em andamento.

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