Política e Economia

Foto: Paulo Bindá/Arquivo A CRÍTICA
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Alteração amplia mandato de direção da Corte para quatro anos; conselheira seguirá no cargo até 2029

A conselheira Yara Lins foi reeleita nesta terça-feira (16) para um novo mandato como presidente do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM). A recondução foi possível após alteração na Lei Orgânica da Corte, que ampliou de dois para quatro anos o período de exercício dos cargos de direção.

Segundo o tribunal, trata-se de um mandato complementar, que estende a atual gestão iniciada em 2024 até o final de 2029. Com isso, Lins permanecerá seis anos consecutivos na presidência da Corte de Contas.

Histórico de mandatos

  • Presidiu o TCE-AM no biênio 2018-2019;
  • Retornou ao cargo em 2024-2025;
  • Reeleita para 2026-2027;
  • Com a nova lei, seguirá até 2028-2029.

Diretoria

O corpo diretivo eleito para o mandato complementar até 2029 é composto por:

  • Vice-Presidente: Josué Cláudio Neto
  • Corregedor-Geral: Mario de Mello
  • Ouvidor: Luis Fabian Barbosa
  • Coordenador-Geral da ECP: Érico Desterro
  • Ouvidor da Educação: Ari Moutinho Júnior
  • Ouvidor da Saúde: Júlio Pinheiro

Tramitação acelerada

O projeto de lei complementar foi enviado à ALE-AM na segunda-feira (15) e aprovado em regime de urgência no dia seguinte, a pedido do deputado Delegado Péricles (PL). A votação ocorreu de forma simbólica, em bloco com outros projetos.

Mudanças na legislação

Desde 2018, o artigo que trata das eleições do TCE-AM já foi alterado diversas vezes:

  • 2018: mandatos de dois anos, sem reeleição imediata;
  • 2020: exigência de rodízio por ordem de antiguidade;
  • 2024: permitida reeleição imediata e eliminação de impedimentos;
  • 2026: mandatos ampliados para quatro anos, mas vedada a recondução para o mesmo cargo.

📌 A mudança consolida uma nova fase na governança da Corte, com mandatos mais longos e novas atribuições, como as ouvidorias de Educação e Saúde.

Esse cenário mostra como a legislação orgânica do TCE-AM tem sido constantemente ajustada para refletir disputas internas e necessidades de estabilidade institucional.

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