Política e Economia

Foto: Paulo Bindá/A CRÍTICA
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Reunião com Comitê Climático discutiu medidas de mitigação; previsão é de 600 mil pessoas isoladas a partir de agosto

O governador Roberto Cidade se reuniu na manhã desta quarta-feira (17) com o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos para intensificar o monitoramento e as ações de preparação diante da estiagem severa prevista para este ano no Amazonas.

Durante o encontro, Cidade destacou que o processo eleitoral pode dificultar medidas de mitigação:

“Eu não acho, tenho certeza que a questão política vai prejudicar. Já estão fazendo de tudo para prejudicar. É natural o processo, mas quando você é senador ou deputado federal, você tem que pensar no seu estado.”

Previsão de isolamento

Segundo o governador, a estiagem deve se assemelhar à de 2023, considerada a segunda mais severa já registrada. A estimativa é que, a partir de agosto, 19 municípios das calhas dos rios Madeira, Purus e Juruá sejam os mais afetados, deixando cerca de 600 mil pessoas isoladas até dezembro.

“Essas pessoas vão precisar de apoio de combustível, insumos, água potável e de todos os recursos possíveis”, afirmou.

Reuniões com prefeitos

Cidade informou que novas reuniões serão realizadas com prefeitos e secretários municipais das áreas mais atingidas, em conjunto com a Defesa Civil, para levantar necessidades e planejar atendimentos.

Recursos e custos

Ainda não há previsão dos valores necessários para as ações de mitigação. O governador ressaltou que os custos atuais são diferentes dos de 2023, devido ao aumento de preços de itens básicos como a cesta alimentar.

Estado de emergência

O Amazonas decretou emergência climática por 120 dias, com possibilidade de prorrogação. Cidade lembrou que outros estados, como Santa Catarina, também adotaram medidas semelhantes.

“No ano passado o apoio do governo federal foi muito pouco, quase nada. Agora precisamos de apoio nacional e internacional para enfrentar os efeitos da seca”, disse.

📌 A estiagem amazônica é um fenômeno recorrente, mas os efeitos previstos para 2026 reforçam a necessidade de planejamento integrado entre governo estadual, municípios e União para reduzir impactos sociais e econômicos.

Esse cenário mostra como clima e política se entrelaçam: a seca exige respostas rápidas, mas o ambiente eleitoral pode atrasar decisões cruciais.

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