Trânsito e Transporte

Foto: Divulgação
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Operação durou quase cinco meses; cinco passageiros da lancha Lima de Abreu XV seguem desaparecidos

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) encerrou, nesta quarta-feira (8), as buscas pelos cinco passageiros que continuam desaparecidos após o naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido em 13 de fevereiro, nas proximidades do Encontro das Águas, em Manaus. Segundo a corporação, a decisão foi tomada após o esgotamento de todas as possibilidades de localização das vítimas.

De acordo com o CBMAM, a operação poderá ser retomada caso surjam novas informações que auxiliem na localização dos desaparecidos. Até lá, a corporação permanecerá em estado de sobreaviso.

A embarcação, que fazia a rota entre Manaus e Nova Olinda do Norte, naufragou poucas horas após deixar o porto da capital. O acidente deixou três mortos, cinco desaparecidos e 71 sobreviventes resgatados.

As buscas começaram no dia do naufrágio e seguiram diariamente até 19 de março, somando 34 dias de operação ininterrupta. A partir de 20 de março, os trabalhos passaram a ocorrer duas vezes por semana e foram mantidos até 30 de junho.

Durante a operação, bombeiros utilizaram embarcações, drones e equipamentos de sonar para varrer o leito do rio na tentativa de localizar as vítimas. Familiares acompanharam parte dos trabalhos ao longo dos últimos meses.

Segundo a corporação, familiares de três desaparecidos já solicitaram o boletim de ocorrência registrado no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). O documento é necessário para dar início ao processo judicial de reconhecimento de morte presumida.

O naufrágio ganhou repercussão nacional pelas imagens registradas por passageiros durante o acidente e pelo resgate de um bebê prematuro de apenas cinco dias de vida, que foi colocado pelos familiares dentro de um cooler para protegê-lo da água até a chegada das equipes de salvamento.

As vítimas fatais identificadas foram Samila de Souza, de 3 anos, Lara Bianca, de 22 anos, e o cantor gospel Fernando Grandêz, de 39 anos.

O piloto da embarcação, Pedro José da Silva Gama, responde por homicídio qualificado. A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) foi aceita pela Justiça em abril, e a ação penal segue em tramitação.

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